Caiado atribui taxa de juros alta a gastos do governo Lula
Candidato do PSD à Presidência diz que culpa do patamar da Selic em 14% ao ano é "zero do Banco Central": "Está tentando conter a inflação"
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Felipe Moraes
Ronaldo Caiado (PSD) | Reprodução/Instagram
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) atribuiu nesta quinta-feira (27) o patamar alto da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14% ao ano, a gastos do governo do presidente Lula (PT). "Culpa é zero do Banco Central", disse.
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"Obrigação [do BC] é manter a meta [de inflação]. Se um governo é irresponsável na gastança, entra no mercado de forma irresponsável, tomando dinheiro da maneira como está, endividando o país, o que acontece... Juro é preço do dinheiro. Governo oferece letras a quase 8,5% [ao ano] mais IPCA e mercado não quer comprar", acrescentou o ex-governador de Goiás, citando títulos públicos do Tesouro Direto, em sabatina da TMC News Br.
No mais recente Boletim Focus, divulgado na segunda (24) pelo BC, analistas do mercado financeiro mantiveram projeção da Selic em 13,75% até o fim de 2026 e a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano em 5,02%.
A meta de inflação perseguida pela autarquia no período iniciado em janeiro de 2025 é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto (de 1,5% a 4,5%).
O presidenciável do PSD repetiu que "o governo está pautando esta taxa de juros" e comparou o terceiro mandato do petista ao segundo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). "Uma pessoa que joga dinheiro pra todo lado, pensando apenas na eleição", falou.
Para Caiado, a postura fiscal se reflete no nível de endividamento das famílias, que bateu recorde em julho e chegou a 82%, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), e na "proporção jamais vista" de empresas em recuperação judicial.
"Você suporta juros altos no país num período curto. Mas você não suporta a longo prazo, porque você quebra toda a cadeia produtiva. Você destrói agronegócio, agropecuária, serviços, comércio", continuou.
O Monitor RGF-BizDoc registrou 6.341 empresas em recuperação judicial ativa no primeiro semestre. Nas últimas semanas, marcas conhecidas como Braskem, Casas Bahia e Habib's anunciaram a medida.
O ex-mandatário goiano apontou como soluções para equilibrar as contas públicas: corte de "programas que não têm resultado pra sociedade", contenção de "propostas populistas" e fechamento de estatais, mas sem especificar quais seriam áreas e companhias atingidas, reavaliação de isenções fiscais, revisão de emendas parlamentares impositivas, que são de pagamento obrigatório do Executivo, e controle do "gasto administrativo do Estado".
"Prioridade é, nesse momento, cortar na carne e conter todas essas despesas primeiro antes de enfiar a mão no bolso do brasileiro", explicou Caiado, reiterando que um eventual governo dele não vai "atacar" salário mínimo e aposentadorias e ponderando que "programa social não briga com isenção fiscal".
Caiado atribui taxa de juros alta a gastos do governo LulaCandidato do PSD à Presidência diz que culpa do patamar da Selic em 14% ao ano é "zero do Banco Central": "Está tentando conter a inflação"Política2026-08-27T13:43:46.088ZO candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) atribuiu nesta quinta-feira (27) o patamar alto da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14% ao ano, a gastos do governo do presidente Lula (PT). "Culpa é zero do Banco Central", disse. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. "Obrigação [do BC] é manter a meta [de inflação]. Se um governo é irresponsável na gastança, entra no mercado de forma irresponsável, tomando dinheiro da maneira como está, endividando o país, o que acontece... Juro é preço do dinheiro. Governo oferece letras a quase 8,5% [ao ano] mais IPCA e mercado não quer comprar", acrescentou o ex-governador de Goiás, citando títulos públicos do Tesouro Direto, em sabatina da TMC News Br. No mais recente Boletim Focus, divulgado na segunda (24) pelo BC, analistas do mercado financeiro mantiveram projeção da Selic em 13,75% até o fim de 2026 e a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano em 5,02%. A meta de inflação perseguida pela autarquia no período iniciado em janeiro de 2025 é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto (de 1,5% a 4,5%). O presidenciável do PSD repetiu que "o governo está pautando esta taxa de juros" e comparou o terceiro mandato do petista ao segundo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). "Uma pessoa que joga dinheiro pra todo lado, pensando apenas na eleição", falou. Para Caiado, a postura fiscal se reflete no nível de endividamento das famílias, que bateu recorde em julho e chegou a 82%, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), e na "proporção jamais vista" de empresas em recuperação judicial. "Você suporta juros altos no país num período curto. Mas você não suporta a longo prazo, porque você quebra toda a cadeia produtiva. Você destrói agronegócio, agropecuária, serviços, comércio", continuou. O Monitor RGF-BizDoc registrou 6.341 empresas em recuperação judicial ativa no primeiro semestre. Nas últimas semanas, marcas conhecidas como Braskem, Casas Bahia e Habib's anunciaram a medida. O ex-mandatário goiano apontou como soluções para equilibrar as contas públicas: corte de "programas que não têm resultado pra sociedade", contenção de "propostas populistas" e fechamento de estatais, mas sem especificar quais seriam áreas e companhias atingidas, reavaliação de isenções fiscais, revisão de emendas parlamentares impositivas, que são de pagamento obrigatório do Executivo, e controle do "gasto administrativo do Estado". "Prioridade é, nesse momento, cortar na carne e conter todas essas despesas primeiro antes de enfiar a mão no bolso do brasileiro", explicou Caiado, reiterando que um eventual governo dele não vai "atacar" salário mínimo e aposentadorias e ponderando que "programa social não briga com isenção fiscal".São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/caiado-atribui-taxa-de-juros-alta-a-gastos-do-governo-lula
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