Maioria do TSE entende que vídeo de Bolsonaro foi deepfake
Magistrados avaliam internamente que manipulação de imagem configura deepfake; campanha de Flávio deve receber no máximo multa

Jair Bolsonaro de inteligência artificial na convenção do PL | 📸 Reprodução/PL
A maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve classificar como deepfake o vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) exibido em evento do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), porque utiliza imagem manipulada de uma pessoa, segundo apurou a Coluna.
O julgamento está marcado para terça-feira (1º) e deve registrar um dos momentos mais aguardados sobre a definição de regras das campanhas nestas eleições.
Após semanas de discussão interna sobre deepfake, os ministros sinalizam para uma análise mais rigorosa sobre o uso de inteligência artificial na campanha eleitoral.
A interlocutores, o presidente da corte, Nunes Marques, afirmou que o TSE não tem lado político e que a maior preocupação é com o processo eleitoral.
Mesmo com a classificação de deepfake, a exibição do vídeo de Jair Bolsonaro não acarretará punição grave à campanha de Flávio pela questão temporal.
Para uma corrente de ministros, como o vídeo apareceu no período de pré-campanha, caberia, no máximo, aplicação de multa por propaganda eleitoral antecipada. Para outros ministros, não caberia nenhum tipo de punição porque o evento era interno do partido.
O TSE possui resolução própria sobre IA e deepfake, mas, diante de situações concretas, os ministros têm produzido decisões divergentes. O julgamento não deve resultar em nova resolução, mas vai esclarecer a interpretação do tribunal.























