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Lula sai em defesa de Jaques Wagner sobre caso Master

Presidente afirmou confiar na honestidade do senador, mas disse que ele deverá responder caso sejam comprovadas irregularidades

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Presidente Lula (PT) durante sabatina na TV Globo | Reprodução/TV Globo

Presidente Lula (PT) durante sabatina na TV Globo | Reprodução/TV Globo

O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT) em meio às denúncias relacionadas ao caso Master. Lula afirmou que não pode colocar em dúvida o comportamento do aliado e declarou confiar na honestidade de Jaques Wagner.

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“Eu não posso colocar em dúvida o comportamento do Wagner comigo. Eu sei que ele é honesto.”

A declaração ocorreu durante a sabatina com os principais candidatos à Presidência promovida pela TV Globo, nesta quinta-feira (27). Apesar da defesa, o presidente afirmou que Wagner deverá responder caso as suspeitas de irregularidades sejam confirmadas.

“Se ele cometeu um desvio, vai acontecer com ele o mesmo que com os outros.”

A declaração ocorreu em meio às discussões sobre as investigações relacionadas ao caso Master. O presidente afirmou que, caso seja comprovada alguma irregularidade, Jaques Wagner deverá responder conforme a legislação, assim como qualquer outra pessoa. Até o momento, as denúncias mencionadas no caso ainda dependem da conclusão das investigações e de eventual comprovação pelas autoridades.

A defesa feita por Lula em nome de Wagner contrasta com a postura adotada pelo presidente da República quando o assunto é o seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, implicado no chamado escândalo do INSS. Na mesma entrevista, por exemplo, Lula voltou a endurecer contra o primogênito. Disse, por exemplo, que Lulinha tem consciência de que "não pode ter cometido erro" neste seu novo mandato à frente da Presidência.

Wagner nega relação com ex-controlador da Reag

O ex-líder do governo no Senado negou manter qualquer relação pessoal ou de negócios com o empresário Carlos Mansur, ex-controlador da Reag Investimentos. A declaração foi dada nesta quarta-feira (26), durante sabatina na TV Aratu, afiliada do SBT na Bahia, após o parlamentar ser citado no acordo de delação premiada firmado por Mansur e entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo informações do UOL, o acordo de colaboração de Mansur tem como foco a atuação de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Além de Wagner, o documento cita o ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), apontado como cliente da gestora.

Ao comentar a citação, Wagner afirmou que seu nome aparece no acordo por causa de um pedido de ingressos para um show da cantora norte-americana Taylor Swift. Segundo o senador, a solicitação partiu de sua neta, que vive nos Estados Unidos.

“O meu nome aparece porque, quando teve o show daquela cantora muito famosa, que é a Taylor Swift, a minha neta, que vive nos Estados Unidos, me pediu: ‘você pode me ajudar, eu queria assistir ao show?’. Eu pedi ao Augusto Lima. Ele provavelmente deve ter pedido para essa pessoa e essa pessoa disse que comprou o ingresso”, explicou.

Wagner afirmou ainda que não conhece Mansur e negou ter negócios com o empresário, com a Reag ou com outras instituições financeiras.

PF apura atuação de Wagner

As declarações ocorrem em meio a uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura a atuação de pessoas ligadas ao grupo financeiro.

Relatórios da corporação apontam que Wagner teria atuado como interlocutor de interesses relacionados ao grupo junto a integrantes do governo federal e do Congresso Nacional.

Segundo mensagens interceptadas pela PF, o senador teria atuado em favor do Instituto Terra Firme, entidade fundada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. De acordo com o relatório, Wagner teria feito a interlocução entre o grupo e a então ministra da Cultura, Margareth Menezes.

O documento aponta ainda que o senador teria intermediado contatos entre Lima e o advogado-geral da União, Jorge Messias.

No Congresso, a PF identificou a participação de Wagner na apresentação e defesa de ao menos seis propostas no Senado que, segundo a investigação, convergiam com interesses de instituições financeiras privadas.

O relatório técnico registra ainda 74 chamadas telefônicas concluídas entre Wagner e Augusto Lima, que, somadas, totalizaram mais de cinco horas e meia de conversas.

Até o momento, as denúncias mencionadas no caso ainda dependem da conclusão das investigações e de eventual comprovação pelas autoridades.

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