Lula sai em defesa de Jaques Wagner sobre caso Master
Presidente afirmou confiar na honestidade do senador, mas disse que ele deverá responder caso sejam comprovadas irregularidades
SBT News
Presidente Lula (PT) durante sabatina na TV Globo | Reprodução/TV Globo
O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT) em meio às denúncias relacionadas ao caso Master. Lula afirmou que não pode colocar em dúvida o comportamento do aliado e declarou confiar na honestidade de Jaques Wagner.
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“Eu não posso colocar em dúvida o comportamento do Wagner comigo. Eu sei que ele é honesto.”
A declaração ocorreu durante a sabatina com os principais candidatos à Presidência promovida pela TV Globo, nesta quinta-feira (27). Apesar da defesa, o presidente afirmou que Wagner deverá responder caso as suspeitas de irregularidades sejam confirmadas.
“Se ele cometeu um desvio, vai acontecer com ele o mesmo que com os outros.”
A declaração ocorreu em meio às discussões sobre as investigações relacionadas ao caso Master. O presidente afirmou que, caso seja comprovada alguma irregularidade, Jaques Wagner deverá responder conforme a legislação, assim como qualquer outra pessoa. Até o momento, as denúncias mencionadas no caso ainda dependem da conclusão das investigações e de eventual comprovação pelas autoridades.
A defesa feita por Lula em nome de Wagner contrasta com a postura adotada pelo presidente da República quando o assunto é o seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, implicado no chamado escândalo do INSS. Na mesma entrevista, por exemplo, Lula voltou a endurecer contra o primogênito. Disse, por exemplo, que Lulinha tem consciência de que "não pode ter cometido erro" neste seu novo mandato à frente da Presidência.
Segundo informações do UOL, o acordo de colaboração de Mansur tem como foco a atuação de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Além de Wagner, o documento cita o ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), apontado como cliente da gestora.
Ao comentar a citação, Wagner afirmou que seu nome aparece no acordo por causa de um pedido de ingressos para um show da cantora norte-americana Taylor Swift. Segundo o senador, a solicitação partiu de sua neta, que vive nos Estados Unidos.
“O meu nome aparece porque, quando teve o show daquela cantora muito famosa, que é a Taylor Swift, a minha neta, que vive nos Estados Unidos, me pediu: ‘você pode me ajudar, eu queria assistir ao show?’. Eu pedi ao Augusto Lima. Ele provavelmente deve ter pedido para essa pessoa e essa pessoa disse que comprou o ingresso”, explicou.
Wagner afirmou ainda que não conhece Mansur e negou ter negócios com o empresário, com a Reag ou com outras instituições financeiras.
PF apura atuação de Wagner
As declarações ocorrem em meio a uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura a atuação de pessoas ligadas ao grupo financeiro.
Relatórios da corporação apontam que Wagner teria atuado como interlocutor de interesses relacionados ao grupo junto a integrantes do governo federal e do Congresso Nacional.
Segundo mensagens interceptadas pela PF, o senador teria atuado em favor do Instituto Terra Firme, entidade fundada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. De acordo com o relatório, Wagner teria feito a interlocução entre o grupo e a então ministra da Cultura, Margareth Menezes.
O documento aponta ainda que o senador teria intermediado contatos entre Lima e o advogado-geral da União, Jorge Messias.
No Congresso, a PF identificou a participação de Wagner na apresentação e defesa de ao menos seis propostas no Senado que, segundo a investigação, convergiam com interesses de instituições financeiras privadas.
O relatório técnico registra ainda 74 chamadas telefônicas concluídas entre Wagner e Augusto Lima, que, somadas, totalizaram mais de cinco horas e meia de conversas.
Até o momento, as denúncias mencionadas no caso ainda dependem da conclusão das investigações e de eventual comprovação pelas autoridades.
Lula sai em defesa de Jaques Wagner sobre caso MasterPresidente afirmou confiar na honestidade do senador, mas disse que ele deverá responder caso sejam comprovadas irregularidadesEleições2026-08-28T00:48:58.198ZO presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT) em meio às denúncias relacionadas ao caso Master. Lula afirmou que não pode colocar em dúvida o comportamento do aliado e declarou confiar na honestidade de Jaques Wagner. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. “Eu não posso colocar em dúvida o comportamento do Wagner comigo. Eu sei que ele é honesto.” A declaração ocorreu durante a sabatina com os principais candidatos à Presidência promovida pela TV Globo, nesta quinta-feira (27). Apesar da defesa, o presidente afirmou que Wagner deverá responder caso as suspeitas de irregularidades sejam confirmadas. “Se ele cometeu um desvio, vai acontecer com ele o mesmo que com os outros.” A declaração ocorreu em meio às discussões sobre as investigações relacionadas ao caso Master. O presidente afirmou que, caso seja comprovada alguma irregularidade, Jaques Wagner deverá responder conforme a legislação, assim como qualquer outra pessoa. Até o momento, as denúncias mencionadas no caso ainda dependem da conclusão das investigações e de eventual comprovação pelas autoridades. A defesa feita por Lula em nome de Wagner contrasta com a postura adotada pelo presidente da República quando o assunto é o seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, implicado no chamado escândalo do INSS. . Disse, por exemplo, que Lulinha tem consciência de que "não pode ter cometido erro" neste seu novo mandato à frente da Presidência. Wagner nega relação com ex-controlador da Reag O A declaração foi dada nesta quarta-feira (26), durante sabatina na TV Aratu, afiliada do SBT na Bahia, após o parlamentar ser citado no acordo de delação premiada firmado por Mansur e entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo informações do UOL, o acordo de colaboração de Mansur tem como foco a atuação de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Além de Wagner, o documento cita o ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), apontado como cliente da gestora. Ao comentar a citação, Wagner afirmou que seu nome aparece no acordo por causa de um pedido de ingressos para um show da cantora norte-americana Taylor Swift. Segundo o senador, a solicitação partiu de sua neta, que vive nos Estados Unidos. “O meu nome aparece porque, quando teve o show daquela cantora muito famosa, que é a Taylor Swift, a minha neta, que vive nos Estados Unidos, me pediu: ‘você pode me ajudar, eu queria assistir ao show?’. Eu pedi ao Augusto Lima. Ele provavelmente deve ter pedido para essa pessoa e essa pessoa disse que comprou o ingresso”, explicou. Wagner afirmou ainda que não conhece Mansur e negou ter negócios com o empresário, com a Reag ou com outras instituições financeiras. PF apura atuação de Wagner As declarações ocorrem em meio a uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura a atuação de pessoas ligadas ao grupo financeiro. Relatórios da corporação apontam que Wagner teria atuado como interlocutor de interesses relacionados ao grupo junto a integrantes do governo federal e do Congresso Nacional. Segundo mensagens interceptadas pela PF, o senador teria atuado em favor do Instituto Terra Firme, entidade fundada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. De acordo com o relatório, Wagner teria feito a interlocução entre o grupo e a então ministra da Cultura, Margareth Menezes. O documento aponta ainda que o senador teria intermediado contatos entre Lima e o advogado-geral da União, Jorge Messias. No Congresso, a PF identificou a participação de Wagner na apresentação e defesa de ao menos seis propostas no Senado que, segundo a investigação, convergiam com interesses de instituições financeiras privadas. O relatório técnico registra ainda 74 chamadas telefônicas concluídas entre Wagner e Augusto Lima, que, somadas, totalizaram mais de cinco horas e meia de conversas. Até o momento, as denúncias mencionadas no caso ainda dependem da conclusão das investigações e de eventual comprovação pelas autoridades.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/lula-sai-em-defesa-de-jaques-wagner-sobre-caso-master
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