Jacques Wagner nega relação com ex-controlador da Reag
Senador diz que foi citado em delação de Carlos Mansur por causa de ingressos para show da Taylor Swift
Vicklin Moraes
O senador Jaques Wagner | Carlos Moura/Agência Senado
O senador e ex-líder do governo no Senado Jacques Wagner (PT-BA) negou manter qualquer relação pessoal ou de negócios com o empresário Carlos Mansur, ex-controlador da Reag Investimentos. A declaração foi dada nesta quarta-feira(26) durante sabatina na TV Aratu, afiliada do SBT na Bahia, após o parlamentar ser citado no acordo de delação premiada firmado por Mansur e entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR).
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Segundo informaçoes do UOL, o acordo de colaboração de Mansur tem como foco a atuação de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Além de Wagner, o documento cita o ex-prefeito de Salvador e candidato a governador ACM Neto (União Brasil), apontado como cliente da gestora.
Ao comentar a citação, Wagner afirmou que seu nome aparece no acordo por causa de um pedido de ingressos para um show da cantora norte-americana Taylor Swift. Segundo o senador, a solicitação partiu de sua neta, que vive nos Estados Unidos.
"O meu nome aparece porque, quando teve o show daquela cantora muito famosa, que é a Taylor Swift, a minha neta, que vive nos Estados Unidos, me pediu: 'você pode me ajudar, eu queria assistir ao show?'. Eu pedi ao Augusto Lima. Ele provavelmente deve ter pedido para essa pessoa e essa pessoa disse que comprou o ingresso", explicou.
Wagner afirmou ainda que não conhece Mansur e negou ter negócios com ele, com a Reag ou com outras instituições financeiras.
"Dá uma diferença danada, né? R$ 12 milhões de investimento e dois ingressos para a minha neta assistir ao show. De qualquer forma, eu estou muito tranquilo, nunca vi esse senhor, não conheço esse senhor, nem tenho nenhum negócio nem com ele, nem com a Reag, nem com qualquer outro banco", disse.
Apuração da Polícia Federal
As declarações ocorrem em meio a uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura a atuação de pessoas ligadas ao grupo financeiro. Relatórios da corporação apontam que Wagner teria atuado como interlocutor de interesses relacionados ao grupo junto a integrantes do governo federal e do Congresso Nacional.
Segundo mensagens interceptadas pela PF, o senador teria atuado em favor do Instituto Terra Firme, entidade fundada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. De acordo com o relatório, Wagner teria feito a interlocução entre o grupo e a então ministra da Cultura, Margareth Menezes.
O documento aponta ainda que o senador teria intermediado contatos entre Lima e o advogado-geral da União, Jorge Messias.
No Congresso, a PF identificou a participação de Wagner na apresentação e defesa de ao menos seis propostas no Senado que, segundo a investigação, convergiam com interesses de instituições financeiras privadas.
O relatório técnico registra ainda 74 chamadas telefônicas concluídas entre Wagner e Augusto Lima, que, somadas, totalizaram mais de cinco horas e meia de conversas.
Jacques Wagner nega relação com ex-controlador da ReagSenador diz que foi citado em delação de Carlos Mansur por causa de ingressos para show da Taylor SwiftPolítica2026-08-26T23:36:12.201ZO senador e ex-líder do governo no Senado (PT-BA) negou manter qualquer relação pessoal ou de negócios com o empresário Carlos Mansur, ex-controlador da Reag Investimentos. A declaração foi dada nesta quarta-feira(26) durante sabatina na TV Aratu, afiliada do SBT na Bahia, após o parlamentar ser citado no acordo de delação premiada firmado por Mansur e entregue à 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Segundo informaçoes do UOL, o acordo de colaboração de Mansur tem como foco a atuação de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Além de Wagner, o documento cita o ex-prefeito de Salvador e candidato a governador ACM Neto (União Brasil), apontado como cliente da gestora. Ao comentar a citação, Wagner afirmou que seu nome aparece no acordo por causa de um pedido de ingressos para um show da cantora norte-americana Taylor Swift. Segundo o senador, a solicitação partiu de sua neta, que vive nos Estados Unidos. "O meu nome aparece porque, quando teve o show daquela cantora muito famosa, que é a Taylor Swift, a minha neta, que vive nos Estados Unidos, me pediu: 'você pode me ajudar, eu queria assistir ao show?'. Eu pedi ao Augusto Lima. Ele provavelmente deve ter pedido para essa pessoa e essa pessoa disse que comprou o ingresso", explicou. Wagner afirmou ainda que não conhece Mansur e negou ter negócios com ele, com a Reag ou com outras instituições financeiras. "Dá uma diferença danada, né? R$ 12 milhões de investimento e dois ingressos para a minha neta assistir ao show. De qualquer forma, eu estou muito tranquilo, nunca vi esse senhor, não conheço esse senhor, nem tenho nenhum negócio nem com ele, nem com a Reag, nem com qualquer outro banco", disse. Apuração da Polícia Federal As declarações ocorrem em meio a uma que apura a atuação de pessoas ligadas ao grupo financeiro. Relatórios da corporação apontam que Wagner teria atuado como interlocutor de interesses relacionados ao grupo junto a integrantes do governo federal e do Congresso Nacional. Segundo mensagens interceptadas pela PF, o senador teria atuado em favor do Instituto Terra Firme, entidade fundada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. De acordo com o relatório, Wagner teria feito a interlocução entre o grupo e a então ministra da Cultura, Margareth Menezes. O documento aponta ainda que o senador teria intermediado contatos entre Lima e o advogado-geral da União, Jorge Messias. No Congresso, a PF identificou a participação de Wagner na apresentação e defesa de ao menos seis propostas no Senado que, segundo a investigação, convergiam com interesses de instituições financeiras privadas. O relatório técnico registra ainda 74 chamadas telefônicas concluídas entre Wagner e Augusto Lima, que, somadas, totalizaram mais de cinco horas e meia de conversas.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/jacques-wagner-nega-relacao-com-ex-controlador-da-reag
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