Eleições

Cury entregará cartas a Lula e Flávio pedindo “pacificação”

Candidato à Presidência pelo Avante afirmou que textos serão apresentados ainda no primeiro turno

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Jessica Cardoso
Augusto Cury durante sabatina promovida por O Globo, Valor e CBN | Reprodução/YouTube @cbnrede

Augusto Cury durante sabatina promovida por O Globo, Valor e CBN | Reprodução/YouTube @cbnrede

O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, afirmou nesta sexta-feira (28) que entregará, ainda no primeiro turno das eleições, cartas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL) em defesa da “pacificação” do país. Segundo Cury, os textos serão divulgados posteriormente.

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Durante sabatina promovida por O Globo, Valor Econômico e CBN, o candidato afirmou que as cartas terão como objetivo defender o fim da polarização. Na ocasião, ele também criticou a transformação de “adversários de ideias em inimigos abatidos” na política brasileira.

“Nós temos que terminar essa guerra da polarização. [...] É uma carta de intenção para mostrar: vamos pacificar o país. A beleza da democracia está na divergência e não na construção de inimigos”, afirmou.

Avaliação dos adversários

Questionado sobre como avaliava os cinco adversários que enfrenta na disputa à Presidência da República, Cury, inicialmente, evitou fazer uma definição individual dos candidatos.

O presidenciável afirmou que não queria “entrar na seara” e passou a citar questões que considera problemáticas, como a vitaliciedade no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidencialismo — sistema que defende substituir pelo semipresidencialismo — e a reeleição, da qual é contrário.

Cury também afirmou que não considera os demais candidatos seus inimigos. Ao final, porém, fez uma avaliação individual dos concorrentes. Sobre Renan Santos, candidato pelo Missão, afirmou: “Renan Santos tem que fazer faculdade, se preocupar menos com bomba nuclear”.

Em relação a Ronaldo Caiado (PSD), Cury disse que o ex-governador de Goiás está inserido na polarização e "não consegue reunir profissionais dos mais diversos setores para fazer um governo de pacificação".

Cury também criticou Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais. Segundo ele, o candidato faz parte do espectro “mais radical à direita” e “quer privatizar tudo”.

Ao falar sobre Flávio Bolsonaro (PL), Cury mencionou um livro que está sendo filmado e comparou os gastos envolvidos no projeto ao do “Dark Horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Nós temos um livro que está sendo filmado agora e vamos gastar 10 vezes menos do que no Dark Horse. [Flávio] tem que se explicar”, afirmou.

Sobre Lula (PT), Cury questionou a permanência dele no poder ao comentar a trajetória política do presidente.

“O Lula ficou 12 anos, agora mais 4 anos. Para que essa necessidade neurótica de poder? O que sustenta esse homem?”, declarou.

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