Líder do PL ignora TSE e volta a atrelar PT a facções
Na sexta, Mendonça determinou retirada de vídeo da internet em que Sóstenes afirma que há suspeita nos EUA de que dinheiro de facções financie campanha do PT


Sóstenes Cavalcante (PL) | Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, decidiu dobrar a aposta e ainda não apagou o vídeo publicado em suas redes sociais em que associa o PT com facções criminosas, apesar da decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela retirada do conteúdo em 24 horas.
O ministro viu desinformação eleitoral no vídeo e atendeu pedido da Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), formada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV), para o vídeo fosse excluído.
Ao SBT News, Sóstenes disse que ainda não foi notificado pela justiça e que irá avaliar a decisão com sua equipe jurídica. O deputado reafirmou as acusações e disse que irá pedir o respaldo da Embaixada dos Unidos no Brasil porque, segundo ele, a destinação de recursos do PCC e do CV seria uma preocupação também do presidente americano, Donald Trump.
“Vou pedir à Embaixada dos EUA que se manifeste sobre o assunto. Pronto, vou fazer do limão uma limonada. Já que o PT se incomodou com a frase, agora vai ter que conviver com a frase bastante tempo”, disse à coluna.
“O governo americano tem suspeita, isso é verdade, não é fala minha. Suspeitar não é crime não. Fiz esse vídeo dentro da Favela da Maré (RJ), as pessoas estavam preocupadas. Eu começo o vídeo tranquilizando e explico que o objetivo dos EUA é ir atrás do rastro do dinheiro do crime organizado”, ressaltou.
O vídeo questionado foi publicado no dia 31 de maio. Nele, Sóstenes afirma que “há grandes suspeitas nos Estados Unidos que esse dinheiro ainda financia campanhas do PT”, conclama o público a conhecer a “verdade dos fatos” e que o enfrentamento às organizações criminosas vai ser proposta do pré-candidato Flávio Bolsonaro.
Na decisão do TSE, o ministro André Mendonça afirma que houve divulgação de imputação grave sem comprovação mínima, o que compromete a integridade do debate eleitoral e induz o eleitorado a erro.























