EUA x PCC: Secretária de Justiça do Brasil critica sanções
Segundo o Ministério da Justiça, EUA usaram informações de cooperação com o Brasil, mas anunciaram sanções sem dar explicações sobre escolha dos alvos

A secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Guimarães, afirmou ao SBT News que a decisão dos Estados Unidos de punir pessoas e empresas que teriam relação com facções criminosas foi opaca, unilateral e causa insegurança porque o Brasil segue sem informações sobre os critérios adotados pelo governo americano.
“Os EUA não compartilharam conosco nenhum pedido de cooperação em relação a esses indivíduos. O estado brasileiro não tem nenhum interesse de proteger criminosos. O Brasil tem um devido processo legal, a gente só pode tomar providências com provas”, explicou.
Após as punições contra os alvos principais anunciados nesta quarta-feira (1º), há expectativa de que os EUA apliquem medidas secundárias, também incertas. As medidas até aqui resultaram no bloqueio de bens em território americano de duas pessoas e três empresas do Brasil. Há, por exemplo, preocupação com impacto em contas bancárias brasileiras vinculadas a essas pessoas e a repercussão para o sistema financeiro.
De acordo com o Ministério da Justiça, parte das informações usadas pelo governo americano vem de investigações da Polícia Federal que estão em curso no Brasil. Mas para o governo brasileiro as razões que levaram à escolha dessas pessoas como prioridade de punição seguem opacas.
“A gente tem um aparato robusto que estaria preparado para tomar providências, mas é muito opaco o que levou eles a sancionar primeiro esses indivíduos”, disse a secretária.
Essa foi a primeira rodada de punições dos Estados Unidos contra brasileiros, após decisão do departamento de estado americano de classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas. Segundo os americanos, eles integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que vem sendo investigada na Flórida.
























