Flávio Bolsonaro põe Eduardo em lista de reunião com Trump
Aliados de senador dizem que ele ainda não decidiu se levará o irmão a encontro, mas enviou nome para ter essa possibilidade


Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro | Divulgação/Geraldo Magela/Agência Senado e Divulgação/Mario Agra/Câmara dos Deputados
O pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, pediu ao cerimonial da Casa Branca que inclua o irmão e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro na lista de acompanhantes que poderão participar da reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevista para esta terça-feira (26).
A informação foi confirmada ao SBT News por interlocutores da campanha bolsonarista.
O encontro entre Flávio Bolsonaro e Trump deve acontecer nesta terça (26) à tarde.
Apesar do pedido, fontes próximas ao pré-candidato dizem que ainda não está confirmado que Eduardo irá, de fato, acompanhar o encontro com o chefe de Estado americano.
Essa possibilidade ainda está sendo avaliada nos bastidores, por pessoas do núcleo da campanha.
Isso porque a reunião com Trump é vista pelos bolsonaristas como uma oportunidade para virar a página da crise política que atingiu Flávio em cheio -- a partir da revelação de áudios nos quais o senador do PL pede dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
A cautela com uma possível participação de Eduardo Bolsonaro na reunião tem como pano de fundo o fato de que o irmão foi cassado do cargo de deputado federal da Câmara no ano passado, quando ele deixou de comparecer às sessões deliberativas da Casa.
As ausências começaram em março do ano passado, depois que Eduardo viajou para os Estados Unidos e pediu licença do mandato parlamentar.
O SBT News também apurou que, em busca de capitalizar esse encontro, Flávio quer evitar que a reunião com Trump passe uma imagem "entreguista" da pré-campanha. Pelo contrário, a ideia é mostrar que o nome do PL pode ter uma agenda de alto nível com o presidente americano, como forma de viabilizar uma futura cooperação entre Brasil e Estados Unidos.
Na semana passada, a campanha de Flávio Bolsonaro disse ter sido pega de surpresa com o convite para o encontro com Trump em Washignton-- iniciativa que teria partido do chefe de Estado americano. Apesar disso, interlocutores bolsonaristas reconhecem que o encontro pode, sim, ter sido fruto do lobby feito por aliados de Flávio e Eduardo junto à Casa Branca, como é o caso do jornalista Paulo Figueiredo.
























