'Roguelikes' ganham força e impulsionam novo lançamento exclusivo para PS5
Gênero que transforma derrota em progresso conquista jogadores e ganha destaque com a chegada de “Saros”


Vinícius Gobira
O universo dos games vive um novo momento com a ascensão dos roguelikes, gênero conhecido por transformar a derrota em parte essencial da jornada. Essa tendência tem ganhado ainda mais força com clássicos independentes e produções de grande orçamento.
A movimentação acontece em meio à expectativa para o lançamento de Saros, novo título da desenvolvedora Housemarque, previsto para 30 de abril com exclusividade para o PlayStation 5. O jogo promete inovar ao apostar em mundos procedurais e progressão permanente, onde cada morte impacta diretamente a evolução do personagem e o ambiente ao redor.
O que são jogos roguelike e por que fazem sucesso
Os roguelikes (e suas variações, como roguelite) têm como base partidas rápidas, mapas gerados de forma aleatória e alto nível de dificuldade. A principal característica é a chamada “morte permanente”, que reinicia o progresso,mas, muitas vezes, mantém aprendizados ou melhorias acumuladas.
O conceito surgiu ainda nos anos 1980 com Rogue, título pioneiro que utilizava gráficos em texto e já trazia elementos como exploração aleatória e desafios imprevisíveis.
Com o passar do tempo, o gênero evoluiu e deixou de ser restrito a nichos mais técnicos. Jogos como Spelunky e The Binding of Isaac ajudaram a popularizar o formato ao incorporar mecânicas mais acessíveis e ação direta, ampliando o alcance para diferentes públicos.
Do indie ao AAA: a evolução do gênero
Nos últimos anos, os roguelikes passaram a ocupar espaço também entre grandes produções. Um dos principais exemplos é Returnal, exclusivo do PS5, que combina narrativa cinematográfica, gráficos avançados e jogabilidade baseada em repetição e aprendizado.
O sucesso desse modelo mostra que o ciclo de tentativa e erro pode coexistir com experiências mais imersivas e tecnicamente sofisticadas, algo que “Saros” pretende expandir ainda mais.
Destaques do gênero
Para quem quer explorar esse estilo, aqui estão alguns títulos que exemplificam bem a diversidade dos roguelikes:
Returnal

No controle de Selene, o jogador enfrenta um loop temporal em um planeta hostil. O jogo combina combate intenso em terceira pessoa com uma atmosfera psicológica densa.
Risk of Rain 2
A transição do 2D para o 3D trouxe dinamismo ao jogo, que aposta no caos cooperativo. O desafio aumenta com o tempo, exigindo decisões rápidas e estratégia.
West of Dead
Com estética inspirada em HQs e ambientação no Velho Oeste, o jogo se destaca pelo sistema de cobertura e pela necessidade de precisão nos combates.
Hades

Desafie o deus dos mortos enquanto você batalha para sair do Submundo neste jogo roguelike dos mesmos criadores de Bastion, Transistor e Pyre.
A morte como mecânica, e não como fim
O crescimento dos roguelikes revela uma mudança na forma como os jogadores encaram o fracasso. Em vez de punição, a derrota se torna parte essencial da progressão.
Com jogos cada vez mais acessíveis, o gênero vem se tornando um dos mais criativos da indústria. E, com a chegada de “Saros”, a expectativa é de que essa fórmula continue evoluindo, mostrando que, nos games, recomeçar pode ser a melhor estratégia.









