Justiça do Rio anula sessão que elegeu Douglas Ruas presidente da Alerj
Eleição do deputado do PL foi tratada nos bastidores como escolha indireta para governador interino do Rio


Anita Prado
A juíza Suely Lopes Magalhães, presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, suspendeu nesta quinta-feira (26) todos os atos da sessão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que havia eleito o deputado Douglas Ruas (PL) como presidente da Alerj.
A magistrada entendeu que a eleição só poderia ocorrer após a retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, conforme decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cassou o mandato do então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil).
Para a juíza, a Assembleia acatou apenas parcialmente a decisão ao reconhecer a vacância do cargo, mas ignorou a necessidade de redefinir a composição do parlamento, o que pode impactar diretamente a legitimidade da eleição interna e a eventual escolha de quem pode assumir o governo do estado.
Na ausência de Bacellar, o comando do estado havia passado provisoriamente ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio, o desembargador Ricardo Couto.
O pedido de anulação foi protocolado pelo PDT, que entrou com um mandado de segurança alegando que, a saída de Bacellar exigia um cálculo do quociente eleitoral. Isso alteraria a composição da Alerj e abriria espaço para novos candidatos ao comando da Assembleia do Rio.
O impasse arrasta a incerteza sobre a situação do governo do Rio depois da renúncia do governador Cláudio Castro (PL). Ele deixou o governo antes da sessão do TSE que o declarou inelegível por abuso de poder político e econômico na terça-feira (24).








