Coworkings com IA têm quase o dobro da lucratividade
Levantamento mostra que 53,3% dos espaços que integraram IA à operação são lucrativos, contra 27,4% entre os que não usam a tecnologia
Gabriela Belchior
IA a ganhar espaço na gestão de escritórios flexíveis | Foto: Magnific
A inteligência artificial começa a deixar de ser uma ferramenta experimental e a ganhar espaço na gestão de escritórios flexíveis. Segundo o Censo Coworking 2026, realizado pela Woba, 44% dos operadores já utilizam a tecnologia de alguma forma, embora apenas 6,7% tenham integrado a IA efetivamente à operação. O levantamento mostra que os espaços que avançaram nessa integração também apresentam indicadores mais positivos de desempenho.
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Entre os espaços que não utilizam IA, 27,4% são lucrativos; já entre aqueles que integraram a tecnologia à operação, o índice chega a 53,3%, quase o dobro. O estudo ressalta, no entanto, que os dados não permitem afirmar que a IA, isoladamente, seja responsável pelo aumento da lucratividade.
Para Pedro Vasconcellos, cofundador da Woba, o dado mais relevante não é apenas a diferença de lucratividade, mas o que ela revela sobre o estágio de maturidade das operações. Segundo ele, a IA começa a gerar valor quando deixa de ser usada de forma pontual e passa a estar conectada a processos, dados e decisões do negócio.
“O desafio do setor agora é justamente avançar dessa experimentação para um uso mais estruturado, em que a tecnologia ajude o gestor a entender melhor a operação e tomar decisões com mais informação”, afirma Pedro.
A IA começa a ser incorporada a atividades diretamente ligadas à operação, tendo o marketing e o atendimento como as principais portas de entrada, com aplicações que vão da produção de conteúdo e comunicação com clientes ao agendamento de visitas. A tecnologia também pode apoiar o processo comercial, desde a elaboração de propostas até o acompanhamento de potenciais clientes.
Entre os operadores que ainda não utilizam a tecnologia, os principais obstáculos são tempo, organização dos dados e falta de pessoas para conduzir a implementação. Mais do que encontrar ferramentas disponíveis, o desafio está em criar processos e estruturas que permitam incorporá-las de forma efetiva à rotina.
Coworkings com IA têm quase o dobro da lucratividadeLevantamento mostra que 53,3% dos espaços que integraram IA à operação são lucrativos, contra 27,4% entre os que não usam a tecnologiaTecnologia2026-08-28T19:34:06.771ZA inteligência artificial começa a deixar de ser uma ferramenta experimental e a ganhar espaço na gestão de escritórios flexíveis. Segundo o Censo Coworking 2026, realizado pela Woba, 44% dos operadores já utilizam a tecnologia de alguma forma, embora apenas 6,7% tenham integrado a IA efetivamente à operação. O levantamento mostra que os espaços que avançaram nessa integração também apresentam indicadores mais positivos de desempenho. Entre os espaços que não utilizam IA, 27,4% são lucrativos; já entre aqueles que integraram a tecnologia à operação, o índice chega a 53,3%, quase o dobro. O estudo ressalta, no entanto, que os dados não permitem afirmar que a IA, isoladamente, seja responsável pelo aumento da lucratividade. Para Pedro Vasconcellos, cofundador da Woba, o dado mais relevante não é apenas a diferença de lucratividade, mas o que ela revela sobre o estágio de maturidade das operações. Segundo ele, a IA começa a gerar valor quando deixa de ser usada de forma pontual e passa a estar conectada a processos, dados e decisões do negócio. “O desafio do setor agora é justamente avançar dessa experimentação para um uso mais estruturado, em que a tecnologia ajude o gestor a entender melhor a operação e tomar decisões com mais informação”, afirma Pedro. A IA começa a ser incorporada a atividades diretamente ligadas à operação, tendo o marketing e o atendimento como as principais portas de entrada, com aplicações que vão da produção de conteúdo e comunicação com clientes ao agendamento de visitas. A tecnologia também pode apoiar o processo comercial, desde a elaboração de propostas até o acompanhamento de potenciais clientes. Entre os operadores que ainda não utilizam a tecnologia, os principais obstáculos são tempo, organização dos dados e falta de pessoas para conduzir a implementação. Mais do que encontrar ferramentas disponíveis, o desafio está em criar processos e estruturas que permitam incorporá-las de forma efetiva à rotina.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/tecnologia/coworkings-com-ia-tem-quase-o-dobro-da-lucratividade