Presidente do Fed tenta acalmar mercado sobre inflação
Kevin Warsh afirma que banco central americano terá “trabalho a fazer” se pressão sobre preços não diminuir
Duda Ventura
Kevin Warsh assume o Fed em cerimônia com presença de Trump| Reuters
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou nesta sexta-feira (28) que a inflação nos Estados Unidos é uma prioridade, e que o banco central terá “trabalho a fazer” caso as pressões sobre os preços não diminuam em tempo hábil.
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Em meio a semanas turbulentas no mercado de títulos do governo americano, Warsh buscou reforçar o compromisso do Federal Reserve com o controle da inflação, que permanece acima da meta de 2%.
No primeiro discurso aos principais formuladores de política econômica do mundo desde que assumiu o comando do Fed, em maio, Warsh não indicou, durante a conferência anual do banco central em Jackson Hole, no estado de Wyoming, se o cenário atual exige elevação das taxas de juros.
Segundo ele, os ajustes de curto prazo são a “principal ferramenta” para alcançar preços baixos e estáveis e, ao mesmo tempo, manter um mercado de trabalho saudável.
“A estabilidade de preços não se executa sozinha”, afirmou.
Warsh também chamou atenção para a recente alta nos preços das commodities. Segundo ele, é importante avaliar se o período prolongado de inflação elevada influenciou as expectativas dos consumidores e dos mercados. Apesar disso, o presidente do Fed afirmou que, de modo geral, as expectativas de inflação de médio prazo permanecem estáveis.
Para ele, os indicadores do mercado financeiro também demonstram confiança na capacidade do banco central de levar a inflação de volta à meta.
“A responsabilidade por 65 meses de inflação elevada e sustentada recai diretamente sobre o banco central — e é lá que ela deve estar”, disse Warsh.
Os mercados reagiram rapidamente ao discurso. Logo depois das declarações, os contratos futuros negociados pelo CME Group passaram a indicar uma probabilidade implícita de 57% de alta dos juros, comparados a 35%, na quinta-feira (27).
Os rendimentos dos Treasuries de curto prazo, que refletem as expectativas para a política monetária, também subiram. A taxa do título de dois anos avançou até 0,09 ponto percentual, para 4,32%, o maior nível em cerca de um mês.
Nos primeiros meses à frente do Federal Reserve, Warsh, conhecido por uma postura mais discreta, tem reforçado o compromisso da instituição com o controle da inflação. E ele está sob os holofotes da Casa Branca. O antecessor dele, Jerome Powell, era frequentemente criticado pelo presidente Donald Trump por manter os juros elevados no país.
Presidente do Fed tenta acalmar mercado sobre inflaçãoKevin Warsh afirma que banco central americano terá “trabalho a fazer” se pressão sobre preços não diminuirEconomia2026-08-28T18:01:31.715ZO presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou nesta sexta-feira (28) que a inflação nos Estados Unidos é uma prioridade, e que o banco central terá “trabalho a fazer” caso as pressões sobre os preços não diminuam em tempo hábil. Em meio a semanas turbulentas no mercado de títulos do governo americano, Warsh buscou reforçar o compromisso do Federal Reserve com o controle da inflação, que permanece acima da meta de 2%. No primeiro discurso aos principais formuladores de política econômica do mundo desde que assumiu o comando do Fed, em maio, Warsh não indicou, durante a conferência anual do banco central em Jackson Hole, no estado de Wyoming, se o cenário atual exige elevação das taxas de juros. Segundo ele, os ajustes de curto prazo são a “principal ferramenta” para alcançar preços baixos e estáveis e, ao mesmo tempo, manter um mercado de trabalho saudável. “A estabilidade de preços não se executa sozinha”, afirmou. Warsh também chamou atenção para a recente alta nos preços das commodities. Segundo ele, é importante avaliar se o período prolongado de inflação elevada influenciou as expectativas dos consumidores e dos mercados. Apesar disso, o presidente do Fed afirmou que, de modo geral, as expectativas de inflação de médio prazo permanecem estáveis. Para ele, os indicadores do mercado financeiro também demonstram confiança na capacidade do banco central de levar a inflação de volta à meta. “A responsabilidade por 65 meses de inflação elevada e sustentada recai diretamente sobre o banco central — e é lá que ela deve estar”, disse Warsh. Os mercados reagiram rapidamente ao discurso. Logo depois das declarações, os contratos futuros negociados pelo CME Group passaram a indicar uma probabilidade implícita de 57% de alta dos juros, comparados a 35%, na quinta-feira (27). Os rendimentos dos Treasuries de curto prazo, que refletem as expectativas para a política monetária, também subiram. A taxa do título de dois anos avançou até 0,09 ponto percentual, para 4,32%, o maior nível em cerca de um mês. Nos primeiros meses à frente do Federal Reserve, Warsh, conhecido por uma postura mais discreta, tem reforçado o compromisso da instituição com o controle da inflação. E ele está sob os holofotes da Casa Branca. O antecessor dele, Jerome Powell, era frequentemente criticado pelo presidente Donald Trump por manter os juros elevados no país. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/presidente-do-fed-tenta-acalmar-mercado-sobre-inflacao
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