Política

Aécio volta atrás e anuncia candidatura ao Senado por Minas

Tucano disse ter atendido a pressões de aliados e quer criar bancada de estados devedores para pressionar pela renegociação da dívida mineira

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Victor Schneider
Aécio em fala a jornalistas na sede do PSDB em Belo Horizonte | Divulgação/PSDB

Aécio em fala a jornalistas na sede do PSDB em Belo Horizonte | Divulgação/PSDB

O deputado federal Aécio Neves (PSDB) anunciou nesta sexta-feira (28) que será candidato ao Senado por Minas Gerais, quase um mês depois de dizer que não concorreria a um cargo público pela primeira vez em quatro décadas.

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Aécio entrará na chapa do ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), postulante ao governo mineiro, no lugar de Marcelo Heringer – irmão do presidente estadual do PDT em Minas, Mário Heringer. Como adiantou a Coluna do Iander, Mário já havia divulgado nota em defesa da troca com o endosso da Federação PSDB-Cidadania. Os partidos podem fazer substituições de nomes nas chapas até 14 de setembro.

Em pronunciamento na sede do PSDB em Belo Horizonte, Aécio disse ter cedido aos apelos de aliados para entrar na disputa com o intuito de articular uma bancada no Senado com outros estados devedores, de olho nos termos da renegociação da dívida mineira dentro do Propag.

“Já pagamos hoje pouco mais de 100 milhões de reais mensais, a partir da negociação do Propag. Em cinco anos, isso vai chegar a 500 milhões, o que é absolutamente impossível de o Estado pagar [...] Vou criar, sim, a bancada no Senado dos estados devedores, para pressionarmos o governo federal para uma negociação mais realista e que respeite a necessidade de Minas", afirmou.

Aécio também citou a intenção de construir “um projeto para 2030 ao centro” que rompa com a radicalização política.

“Volto ao jogo, volto à disputa eleitoral, por responsabilidade para com Minas Gerais e por ter a consciência de que eu posso sim ajudar Minas a enfrentar e superar suas gravíssimas dificuldades. Que o povo diga o que acha dessa decisão", finalizou.

Como mostrou pesquisa da Quaest divulgada na terça-feira (25), a entrada de Aécio embola um cenário já espremido para candidaturas de centro-direita. À frente numericamente está a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), com 15%, enquanto Carlos Viana (PSD) e Domingos Sávio (PSD), com 8%, e Marcelo Aro (PP), com 6%, empatam tecnicamente na margem de erro.

A boa notícia é a grande indecisão que ainda perdura no momento para a escolha ao Senado: 31% dos mineiros dizem não saber quem escolher, enquanto outros 21% tendiam a votar em branco, nulo ou se abster.

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