Sarampo: OMS emite alerta após casos dispararem nas Américas em 2025
Aumento foi de 11 vezes em relação ao mesmo período do ano passado; por que doença está voltando — e isso é preocupante?
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Wagner Lauria Jr.
Vacina contra sarampo está disponível pelo SUS | Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta, nesta segunda-feira (28), pelo aumento expressivo dos casos de sarampo na região das Américas em 2025: o número de casosfoi 11 vezes maior em relação ao mesmo período do ano anterior.
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De acordo com a OMS, a maioria dos casos ocorreu entre pessoas de 1 a 29 anos que não foram vacinadas ou cujo status vacinal é desconhecido.
“O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar, que pode levar a complicações graves e à morte”, alerta a organização em comunicado.
Embora a vacina seja segura e eficaz, e esteja disponível gratuitamente em diversos países, a cobertura vacinal continua abaixo do ideal. Apenas em 2023, mais de 22 milhões de crianças no mundo não receberam sequer a primeira dose do imunizante, segundo a OMS.
Por que doença está voltando — e isso é preocupante?
Segundo o infectologista Renato Grinbaum, antes da vacina, a doença que pode deprimir as defesas do indivíduo, causar a cegueira e levar à morte era a causa de milhares de óbitos em todo o mundo. Com o crescimento dos movimentos antivacina e da queda da cobertura vacinal, porém, a doença voltou e pode chegar ao Brasil.
"Existe chance do surto chegar ao Brasil porque a nossa cobertura vacinal caiu. O motivo é o descrédito às vacinas vindo da pandemia", afirma o infectologista Renato Grinbaum.
O sarampo é altamente contagioso e pode afetar pessoas de todas as idades, embora seja frequentemente associado a crianças. Adultos não imunizados também correm riscos.
A vacinação continua sendo a principal forma de proteção. No Brasil, a imunização contra o sarampo é gratuita e está disponível na rede pública de saúde.
O esquema vacinal inclui duas doses para crianças e jovens até 30 anos, enquanto adultos entre 30 e 60 anos precisam de apenas uma dose. Quem não tem certeza se foi vacinado pode e deve buscar a imunização novamente, pontua Renato.
"A vacina contra o sarampo está no calendário vacinal há décadas e eventos adversos severos são extremamente raros. Mas o benefícios são muito frequentes, não vemos mais crianças internadas com formas graves do sarampo. Isto é o resultado da vacina", ressalta.
Brasil chegou a eliminar o sarampo, mas casos voltaram
As campanhas de imunização têm tentado recuperar a confiança da população no país. Em 2016, o Brasil recebeu o certificado de eliminação do sarampo, mas perdeu o status dois anos depois devido à queda na cobertura vacinal e à entrada do vírus por meio de migração e viagens internacionais.
Em 2024, a certificação foi recuperada, e desde 2022 não há casos autóctones da doença. Contudo, casos importados continuam ocorrendo, com registros recentes no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
Sarampo: OMS emite alerta após casos dispararem nas Américas em 2025Aumento foi de 11 vezes em relação ao mesmo período do ano passado; por que doença está voltando — e isso é preocupante?
Saúde2025-04-29T15:36:43.662ZA Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta, nesta segunda-feira (28), pelo aumento expressivo dos casos de na região das Américas em 2025: o número de casos foi 11 vezes maior em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre 1º de janeiro e 18 de abril foram registrados 2.318 casos da doença, incluindo três mortes. De acordo com a OMS, a maioria dos casos ocorreu entre pessoas de 1 a 29 anos que não foram vacinadas ou cujo status vacinal é desconhecido. “O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar, que pode levar a complicações graves e à morte”, alerta a organização em comunicado. Embora a vacina seja segura e eficaz, e esteja disponível gratuitamente em diversos países, a cobertura vacinal continua abaixo do ideal. Apenas em 2023, mais de 22 milhões de crianças no mundo não receberam sequer a primeira dose do imunizante, segundo a OMS. Em março deste ano, foi divulgado pela OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) que a . No último ano, foram contabilizados 127.350 casos da doença infecciosa no continente, o dobro em relação a 2023. Por que doença está voltando — e isso é preocupante? Segundo o infectologista Renato Grinbaum, antes da vacina, a doença que pode deprimir as defesas do indivíduo, causar a cegueira e levar à morte era a causa de milhares de óbitos em todo o mundo. Com o crescimento dos movimentos antivacina e da queda da cobertura vacinal, porém, a doença voltou e pode chegar ao Brasil. "Existe chance do surto chegar ao Brasil porque a nossa cobertura vacinal caiu. O motivo é o descrédito às vacinas vindo da pandemia", afirma o infectologista Renato Grinbaum. O sarampo é altamente contagioso e pode afetar pessoas de todas as idades, embora seja frequentemente associado a crianças. Adultos não imunizados também correm riscos. A vacinação continua sendo a principal forma de proteção. No Brasil, a imunização contra o sarampo é gratuita e está disponível na rede pública de saúde. O esquema vacinal inclui duas doses para crianças e jovens até 30 anos, enquanto adultos entre 30 e 60 anos precisam de apenas uma dose. Quem não tem certeza se foi vacinado pode e deve buscar a imunização novamente, pontua Renato. "A vacina contra o sarampo está no calendário vacinal há décadas e eventos adversos severos são extremamente raros. Mas o benefícios são muito frequentes, não vemos mais crianças internadas com formas graves do sarampo. Isto é o resultado da vacina", ressalta. Brasil chegou a eliminar o sarampo, mas casos voltaram As campanhas de imunização têm tentado recuperar a confiança da população no país. Em 2016, o Brasil recebeu o certificado de eliminação do sarampo, mas perdeu o status dois anos depois devido à queda na cobertura vacinal e à entrada do vírus por meio de migração e viagens internacionais. Em 2024, a certificação foi recuperada, e desde 2022 não há casos autóctones da doença. Contudo, casos importados continuam ocorrendo, com registros recentes no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/sarampo-oms-emite-alerta-apos-casos-dispararem-nas-americas-em-2025
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