Mutirão em hospitais universitários reduz filas do SUS com mais de 7 mil atendimentos
Pacientes que aguardavam por cirurgias e exames há meses são atendidos em ação do governo federal em 45 hospitais
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SBT Brasil
Pessoas que aguardavam por atendimento ou cirurgia na fila do SUS, o Sistema Único de Saúde, participaram de um mutirão em hospitais universitários de todo o Brasil neste sábado (5). Alguns esperavam há meses pelo procedimento.
Seu José, de 55 anos, enfrenta uma rotina marcada por limitações e espera. Depois de um acidente no trabalho, ele precisa passar por uma cirurgia delicada nos olhos e está na fila do SUS há um mês.
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"Essa espera está com uma fase de uns 27 dias e já estou onde estou. Estou à espera. Estou aqui aguardando, muito ansioso para voltar a minha vista de novo ao normal", conta o autônomo José Barroso.
A ação acontece em 45 hospitais universitários de todo o Brasil. Foram programados mais de 7 mil atendimentos, sendo mil cirurgias, 1.200 consultas e mais de 5.500 exames.
No Pará, dois hospitais universitários vão realizar 38 cirurgias e mais de 700 procedimentos em um único dia.
“Hoje em dia nós temos um tempo de espera muito grande pelo nosso usuário, e esse é um objetivo que nós temos que alcançar para que o SUS seja mais célere", explica Regina Barroso, superintendente do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará.
O foco é atender pacientes que esperam há meses ou até anos por um diagnóstico, exame ou tratamento. São procedimentos como hérnias, cataratas, pedras na vesícula e outras condições que comprometem a qualidade de vida de milhares de pessoas.
“Tem também exames oftalmológicos, onde a população está envelhecendo, então o número de cataratas é quase que em toda a população. Nós estamos fazendo também consultas oftalmológicas para a cirurgia de catarata", conta a superintendente.
Segundo o Ministério da Saúde, a pandemia de Covid-19 agravou o gargalo das filas do SUS. O novo mutirão pretende reativar a capacidade plena dos hospitais universitários e integrar recursos públicos e privados.
Ao final do dia, Seu José se emocionou com a expectativa de recuperar a visão:
"Ah, eu vou voltar a ser feliz de novo. Nova visão, tanto da vista como do coração, da parte espiritual. Vou procurar evitar muitas coisas que eu fazia, não fazer mais, e vou levar essa mensagem para todos: que depois de eu receber essa bênção, cada um tenha cuidado por si próprio mesmo. Se talvez dependesse da minha família, talvez eu passasse mais uns dias e dias ou anos e anos enxergando só do lado direito… Eu agradeço a todos os colaboradores. Eu estou sentindo dentro do meu coração que a minha visão vai ser uma visão nova.”
Mutirão em hospitais universitários reduz filas do SUS com mais de 7 mil atendimentosPacientes que aguardavam por cirurgias e exames há meses são atendidos em ação do governo federal em 45 hospitaisSaúde2025-07-06T00:17:27.499ZPessoas que aguardavam por atendimento ou cirurgia na fila do SUS, o Sistema Único de Saúde, participaram de um mutirão em hospitais universitários de todo o Brasil neste sábado (5). Alguns esperavam há meses pelo procedimento. Seu José, de 55 anos, enfrenta uma rotina marcada por limitações e espera. Depois de um acidente no trabalho, ele precisa passar por uma cirurgia delicada nos olhos e está na fila do SUS há um mês. "Essa espera está com uma fase de uns 27 dias e já estou onde estou. Estou à espera. Estou aqui aguardando, muito ansioso para voltar a minha vista de novo ao normal", conta o autônomo José Barroso. A ação acontece em 45 hospitais universitários de todo o Brasil. Foram programados mais de 7 mil atendimentos, sendo mil cirurgias, 1.200 consultas e mais de 5.500 exames. No Pará, dois hospitais universitários vão realizar 38 cirurgias e mais de 700 procedimentos em um único dia. “Hoje em dia nós temos um tempo de espera muito grande pelo nosso usuário, e esse é um objetivo que nós temos que alcançar para que o SUS seja mais célere", explica Regina Barroso, superintendente do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará. O foco é atender pacientes que esperam há meses ou até anos por um diagnóstico, exame ou tratamento. São procedimentos como hérnias, cataratas, pedras na vesícula e outras condições que comprometem a qualidade de vida de milhares de pessoas. “Tem também exames oftalmológicos, onde a população está envelhecendo, então o número de cataratas é quase que em toda a população. Nós estamos fazendo também consultas oftalmológicas para a cirurgia de catarata", conta a superintendente. Segundo o Ministério da Saúde, a pandemia de Covid-19 agravou o gargalo das filas do SUS. O novo mutirão pretende reativar a capacidade plena dos hospitais universitários e integrar recursos públicos e privados. Ao final do dia, Seu José se emocionou com a expectativa de recuperar a visão: "Ah, eu vou voltar a ser feliz de novo. Nova visão, tanto da vista como do coração, da parte espiritual. Vou procurar evitar muitas coisas que eu fazia, não fazer mais, e vou levar essa mensagem para todos: que depois de eu receber essa bênção, cada um tenha cuidado por si próprio mesmo. Se talvez dependesse da minha família, talvez eu passasse mais uns dias e dias ou anos e anos enxergando só do lado direito… Eu agradeço a todos os colaboradores. Eu estou sentindo dentro do meu coração que a minha visão vai ser uma visão nova.”São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/mutirao-em-hospitais-universitarios-reduz-filas-do-sus-com-mais-de-7-mil-atendimentos
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