Mais um caso de sarampo é confirmado em SP; total chega a 41
Dos 41 casos confirmados, 31 são de pessoas sem registro de vacinação ou com esquema incompleto
Naiara Ribeiro
Bebê de 1 ano e 2 meses é diagnosticado com sarampo | Reprodução Freepik
O estado de São Paulo chegou a 41 casos confirmados de sarampo em 2026, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. A maioria está na capital, com 37 confirmações. São Bernardo do Campo tem dois casos, e Guarulhos e Santo André, um cada. Não houve mortes.
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Uma das preocupações das equipes de saúde agora é saber se o vírus continua circulando e passando de uma pessoa para outra. Para isso, o estado acompanha os casos que podem ter ligação entre si e as pessoas que tiveram contato com pacientes infectados.
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Em parte dessas cadeias de transmissão, não apareceram novos casos relacionados nas últimas semanas. Agora, as equipes acompanham o prazo necessário para saber se a transmissão foi de fato interrompida.
Como São Paulo acompanha a transmissão
Para entender se um caso tem relação com outro, as equipes analisam quando os sintomas começaram, se houve contato entre os pacientes e os resultados dos exames. É esse trabalho que ajuda a reconstruir o caminho feito pelo vírus e a identificar quem também pode ter sido exposto.
Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, por exemplo, a vigilância acompanha se vão surgir novos casos ligados aos que já foram confirmados.
Existe um prazo para considerar que uma cadeia de transmissão foi encerrada: são 12 semanas sem nenhum novo caso relacionado. A contagem começa a partir do dia em que o último paciente confirmado apresentou as manchas vermelhas na pele, chamadas de exantema.
Até esse prazo terminar, as equipes continuam acompanhando novos casos suspeitos e as pessoas que tiveram contato com pacientes. Se houver risco de transmissão, também pode ser feita a vacinação de bloqueio para tentar evitar que o vírus passe para outras pessoas.
Uma das cadeias acompanhadas neste ano já foi encerrada. Ela ocorreu entre março e abril, estava ligada a dois casos importados e completou as 12 semanas sem novas confirmações relacionadas. As cadeias que começaram em junho, julho e agosto ainda estão sendo acompanhadas.
Os exames também ajudam a montar esse quebra-cabeça. O Instituto Adolfo Lutz faz as análises laboratoriais e, nos casos confirmados, a Fiocruz analisa geneticamente o vírus. Com isso, é possível verificar se há ligação entre diferentes casos.
Maioria dos pacientes não tinha vacinação completa
Dos 41 casos confirmados no estado, 31 são de pessoas que não tinham registro de vacinação contra o sarampo ou estavam com as doses incompletas. Cerca de 61% dos casos ocorreram em crianças menores de 2 anos, faixa etária mais vulnerável à doença.
O sarampo é altamente contagioso e pode ser transmitido antes mesmo de aparecerem as manchas vermelhas na pele. Por isso, acompanhar quem teve contato com uma pessoa infectada e manter a vacinação em dia são medidas importantes para evitar novos casos.
Mesmo com as confirmações deste ano, o Brasil continua com o status de eliminação da transmissão endêmica do sarampo. Isso significa que o vírus não circula de forma contínua no país. A Organização Pan-Americana da Saúde considera que há uma transmissão limitada, com casos pontuais e cadeias que podem ser identificadas e acompanhadas.
A cobertura vacinal contra o sarampo aumentou em São Paulo nos últimos meses. A primeira dose passou de 86,56% em abril para 93,24% em julho. A segunda subiu de 72,72% para 78,37% no mesmo período.
A vacina é gratuita e está disponível nas unidades básicas de saúde dos 645 municípios paulistas. Veja quem deve tomar:
crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda aos 15 meses;
pessoas de 15 meses a 29 anos: duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias;
pessoas de 30 a 59 anos: pelo menos uma dose;
trabalhadores da saúde: duas doses, independentemente da idade.
Em São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André, bebês de 6 a 11 meses e 29 dias também devem receber a chamada dose zero. É uma proteção antecipada para essa faixa etária diante dos casos registrados nesses municípios.
A dose zero não substitui a vacinação de rotina. Mesmo que tenha recebido essa proteção, a criança ainda precisa tomar as doses previstas aos 12 e aos 15 meses. Ela também pode ser aplicada depois do contato com um caso suspeito ou confirmado, de acordo com a avaliação das equipes de saúde.
Mais um caso de sarampo é confirmado em SP; total chega a 41Dos 41 casos confirmados, 31 são de pessoas sem registro de vacinação ou com esquema incompleto
Saúde2026-10-07T09:20:00.621ZO estado de São Paulo chegou a 41 casos confirmados de sarampo em 2026, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. A maioria está na capital, com 37 confirmações. São Bernardo do Campo tem dois casos, e Guarulhos e Santo André, um cada. Não houve mortes. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! . Uma das preocupações das equipes de saúde agora é saber se o vírus continua circulando e passando de uma pessoa para outra. Para isso, o estado acompanha os casos que podem ter ligação entre si e as pessoas que tiveram contato com pacientes infectados. Em parte dessas cadeias de transmissão, não apareceram novos casos relacionados nas últimas semanas. Agora, as equipes acompanham o prazo necessário para saber se a transmissão foi de fato interrompida. Como São Paulo acompanha a transmissão Para entender se um caso tem relação com outro, as equipes analisam quando os sintomas começaram, se houve contato entre os pacientes e os resultados dos exames. É esse trabalho que ajuda a reconstruir o caminho feito pelo vírus e a identificar quem também pode ter sido exposto. Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, por exemplo, a vigilância acompanha se vão surgir novos casos ligados aos que já foram confirmados. Existe um prazo para considerar que uma cadeia de transmissão foi encerrada: são 12 semanas sem nenhum novo caso relacionado. A contagem começa a partir do dia em que o último paciente confirmado apresentou as manchas vermelhas na pele, chamadas de exantema. Até esse prazo terminar, as equipes continuam acompanhando novos casos suspeitos e as pessoas que tiveram contato com pacientes. Se houver risco de transmissão, também pode ser feita a vacinação de bloqueio para tentar evitar que o vírus passe para outras pessoas. Uma das cadeias acompanhadas neste ano já foi encerrada. Ela ocorreu entre março e abril, estava ligada a dois casos importados e completou as 12 semanas sem novas confirmações relacionadas. As cadeias que começaram em junho, julho e agosto ainda estão sendo acompanhadas. Os exames também ajudam a montar esse quebra-cabeça. O Instituto Adolfo Lutz faz as análises laboratoriais e, nos casos confirmados, a Fiocruz analisa geneticamente o vírus. Com isso, é possível verificar se há ligação entre diferentes casos. Maioria dos pacientes não tinha vacinação completa Dos 41 casos confirmados no estado, 31 são de pessoas que não tinham registro de vacinação contra o sarampo ou estavam com as doses incompletas. Cerca de 61% dos casos ocorreram em crianças menores de 2 anos, faixa etária mais vulnerável à doença. O sarampo é altamente contagioso e pode ser transmitido antes mesmo de aparecerem as manchas vermelhas na pele. Por isso, acompanhar quem teve contato com uma pessoa infectada e manter a vacinação em dia são medidas importantes para evitar novos casos. Mesmo com as confirmações deste ano, o Brasil continua com o status de eliminação da transmissão endêmica do sarampo. Isso significa que o vírus não circula de forma contínua no país. A Organização Pan-Americana da Saúde considera que há uma transmissão limitada, com casos pontuais e cadeias que podem ser identificadas e acompanhadas. Vacinação avança no estado A cobertura vacinal contra o sarampo aumentou em São Paulo nos últimos meses. A primeira dose passou de 86,56% em abril para 93,24% em julho. A segunda subiu de 72,72% para 78,37% no mesmo período. A vacina é gratuita e está disponível nas unidades básicas de saúde dos 645 municípios paulistas. Veja quem deve tomar: Em São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André, bebês de 6 a 11 meses e 29 dias também devem receber a chamada dose zero. É uma proteção antecipada para essa faixa etária diante dos casos registrados nesses municípios. A dose zero não substitui a vacinação de rotina. Mesmo que tenha recebido essa proteção, a criança ainda precisa tomar as doses previstas aos 12 e aos 15 meses. Ela também pode ser aplicada depois do contato com um caso suspeito ou confirmado, de acordo com a avaliação das equipes de saúde. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/mais-um-caso-de-sarampo-e-confirmado-em-sp-total-chega-a-41