Veja cuidados para manter os pets seguros durante as festas de fim de ano
Especialista compartilha dicas para preservar a saúde e o bem-estar dos animais durante as celebrações


Cuidados para manter os pets seguros durante as festas de fim de ano | Reprodução
As festas de fim de ano são um momento de confraternização em família. Para muitos tutores, os pets são parte importante dessas celebrações. No entanto, o período também traz riscos específicos que podem comprometer a saúde e o bem-estar dos animais.
A quebra da rotina, o acesso a alimentos perigosos e a exposição a barulhos intensos, como os fogos de artifício, exigem atenção redobrada. Adotar alguns cuidados preventivos é fundamental para garantir que todos (humanos e animais) possam aproveitar as comemorações com segurança e tranquilidade.
Fogos de artifício e outras fontes de barulho
Os fogos de artifício e outros ruídos festivos, que podem ultrapassar 150 decibéis, podem ser uma grande fonte de estresse para cães e gatos. A audição sensível dos animais torna esses sons particularmente assustadores e desencadear reações como medo intenso, ansiedade e comportamentos alterados, que incluem:
- Tremores, taquicardia e latidos ou salivação excessiva;
- Vocalizações, tentativas de fuga e comportamentos destrutivos;
- Em casos mais graves, crises de pânico ou convulsões.
"Para minimizar os efeitos destes sons, o tutor deve criar um ambiente seguro e tranquilo dentro de casa. Um cômodo mais silencioso, com luz baixa, cama, brinquedos e água fresca, ajuda o pet a se sentir mais protegido", orienta Diego de Mattos, professor do curso de Medicina Veterinária da Universidade Guarulhos (UNG).
Outra recomendação do profissional é o uso de músicas suaves ou de ruído branco para abafar os sons externos e acalmar o pet em momentos de agitação.
Esteja atento com a alimentação
Muitos dos alimentos tradicionais das ceias de fim de ano são perigosos para cães e gatos. Produtos como chocolate, uva-passa, cebola, alho e nozes, por exemplo, são tóxicos e devem ser mantidos totalmente fora do alcance dos animais.
O chocolate, em especial, contém teobromina e cafeína, substâncias que o organismo dos pets não consegue metabolizar de forma segura.
Outros itens que oferecem risco significativo são:
- Massas cruas com fermento e bebidas alcoólicas, que podem causar intoxicação grave;
- Carnes gordurosas, defumadas ou muito temperadas, que elevam o risco de pancreatite;
- Ossos cozidos, cujas lascas podem perfurar ou obstruir o trato digestivo.
Para uma ceia mais tranquila e sem atribulações, o professor aconselha deixar todos os alimentos fora do alcance dos animais, além de não oferecer restos de comida.
"Caso o tutor queira incluir os bichinhos nas festividades, é recomendado preparar opções seguras, como carnes magras e cozidas sem tempero, legumes adequados e petiscos voltados aos pets", aconselha.

Quando buscar ajuda veterinária
A procura por atendimento veterinário deve ser considerada quando o medo ou a ansiedade do pet se tornam intensos, persistentes ou quando surgem sinais físicos de alerta. O acompanhamento profissional é fundamental para evitar que quadros de estresse agudo se transformem em problemas crônicos de comportamento ou saúde.
"A presença do tutor também é importante para evitar que o animal se sinta abandonado durante o período. E em situações como o de fobia intensa, é recomendado levar o gato ou cão ao veterinário e verificar a necessidade de usar calmantes ou terapias específicas para o sintoma", complementa Mattos.















