Conselho Federal de Medicina pede que Anvisa reveja proibição do uso de fenol para médicos
Agência Nacional de Vigilância Sanitária decidiu pela proibição da venda e uso da substância em procedimentos estéticos e de saúde
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Wagner Lauria Jr.
25/06/2024, 19:05 • Atualizado em 25/06/2024, 19:30
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Anvisa decidiu pela proibição de uso da substância, inclusive por médicos | CFM/Wiki
O Conselho Federal de Medicina (CFM) pediu para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) rever a Resolução 2.384/2024 e permitir que apenas médicos possam realizar procedimentos com produtos à base de fenol. A Agência decidiu pela proibição temporária da venda e uso da substância em procedimentos estéticos e de saúde, mesmo para quem tiver formação em Medicina.
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Assinado pelo presidente do CFM, José Hiran Gallo, o documento encaminha a solicitação ao diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, para que o órgão permita "que os médicos do país possam atender a população em suas necessidades utilizando o fenol em tratamentos, inclusive estéticos, segundo critérios de segurança e eficácia", disse a nota do CFM.
Na visão do Conselho a decisão, apesar de ter como objetivo reduzir os riscos da exposição dos brasileiros ao fenol, é "excessiva".
“A resolução é positiva no sentido de ordenar fluxos relacionados ao uso do fenol, que vinha sendo comercializado sem maior controle até mesmo pela internet. No entanto, entende-se que a regra necessita de ajustes, pois se mostra excessiva ao proibir o uso do fenol também pelos médicos, os quais constituem um grupo de profissionais capacitados e habilitados para seu manuseio em tratamentos oferecidos aos pacientes em locais que obedeçam às normas da vigilância sanitária”, informa a nota.
Na avaliação do CFM, os problemas no uso do fenol, incluindo registros de efeitos adversos com o uso de fenol e até mortes, têm ocorrido em tratamentos estéticos realizados apenas por não médicos. Além disso, o Conselho recomenda no ofício que a Agência fiscalize estabelecimentos e profissionais que anunciam e realizam procedimentos estéticos invasivos, além de coibir o exercício ilegal da medicina.
Cremesp vai recorrer de decisão da Anvisa
O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) informou, nesta terça-feira (25), que vai recorrer na Justiça Federal da decisão da Agência, solicitando a liberação exclusiva da utilização do produto por médicos.
Na última sexta-feira (21), o Conselho entrou uma ação na Justiça Federal solicitando que a Anvisa proibisse a venda de substâncias químicas à base de fenol para quem não for médico.
Por que a Anvisa decidiu pela proibição?
"Até a presente data, não foram apresentados à Agência estudos que comprovem a eficácia e segurança do produto fenol para uso em tais procedimentos", disse a Agência na decisão
A resolução 2.384/2024, da Anvisa, proíbe também a importação, fabricação, manipulação e propaganda dos produtos, mas é cautelar, com "o objetivo de zelar pela saúde e integridade física da população brasileira".
A Anvisa também informou que a determinação ficará vigente enquanto são conduzidas as investigações sobre os potenciais danos associados ao uso da substância química.
Conselho Federal de Medicina pede que Anvisa reveja proibição do uso de fenol para médicosAgência Nacional de Vigilância Sanitária decidiu pela proibição da venda e uso da substância em procedimentos estéticos e de saúdeSaúde2024-06-25T19:05:57.152ZO Conselho Federal de Medicina (CFM) pediu para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) rever a Resolução 2.384/2024 e permitir que apenas médicos possam realizar procedimentos com produtos à base de fenol. A Agência decidiu pela proibição temporária da venda e uso da substância em procedimentos estéticos e de saúde, mesmo para quem tiver formação em Medicina. Assinado pelo presidente do CFM, José Hiran Gallo, o documento encaminha a solicitação ao diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, para que o órgão permita "que os médicos do país possam atender a população em suas necessidades utilizando o fenol em tratamentos, inclusive estéticos, segundo critérios de segurança e eficácia", disse a nota do CFM. Na visão do Conselho a decisão, apesar de ter como objetivo reduzir os riscos da exposição dos brasileiros ao fenol, é "excessiva". “A resolução é positiva no sentido de ordenar fluxos relacionados ao uso do fenol, que vinha sendo comercializado sem maior controle até mesmo pela internet. No entanto, entende-se que a regra necessita de ajustes, pois se mostra excessiva ao proibir o uso do fenol também pelos médicos, os quais constituem um grupo de profissionais capacitados e habilitados para seu manuseio em tratamentos oferecidos aos pacientes em locais que obedeçam às normas da vigilância sanitária”, informa a nota. Na avaliação do CFM, os problemas no uso do fenol, incluindo registros de efeitos adversos com o uso de fenol e até mortes, têm ocorrido em tratamentos estéticos realizados apenas por não médicos. Além disso, o Conselho recomenda no ofício que a Agência fiscalize estabelecimentos e profissionais que anunciam e realizam procedimentos estéticos invasivos, além de coibir o exercício ilegal da medicina. Cremesp vai recorrer de decisão da Anvisa O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) informou, nesta terça-feira (25), que vai recorrer na Justiça Federal da decisão da Agência, solicitando a liberação exclusiva da utilização do produto por médicos. Na última sexta-feira (21), o Conselho entrou uma ação na Justiça Federal solicitando que a Anvisa proibisse a venda de substâncias químicas à base de fenol para quem não for médico. Por que a Anvisa decidiu pela proibição? "Até a presente data, não foram apresentados à Agência estudos que comprovem a eficácia e segurança do produto fenol para uso em tais procedimentos", disse a Agência na decisão A resolução 2.384/2024, da Anvisa, proíbe também a importação, fabricação, manipulação e propaganda dos produtos, mas é cautelar, com "o objetivo de zelar pela saúde e integridade física da população brasileira". A Anvisa também informou que a determinação ficará vigente enquanto são conduzidas as investigações sobre os potenciais danos associados ao uso da substância química.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/conselho-federal-de-medicina-pede-a-anvisa-que-reveja-proibicao-do-uso-de-fenol-por-medicos