Canetas emagrecedoras ganham espaço, mas médicos alertam para cuidados redobrados em idosos
Especialistas destacam riscos como perda muscular e reforçam a importância de acompanhamento médico para pessoas acima de 60 anos

Flavia Travassos
Eliete Albuquerque
As canetas emagrecedoras, cada vez mais usadas, são uma alternativa eficaz para a perda de peso. No entanto, médicos alertam que pessoas com mais de 60 anos precisam redobrar os cuidados com os efeitos colaterais.
As canetas emagrecedoras são indicadas para pessoas que sofrem com obesidade, inclusive idosos. No entanto, os médicos reforçam que o uso deve ser sempre acompanhado por profissionais de saúde, com atenção redobrada nessa faixa etária.
A diretora da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Luciana Louzada Farias, explica que a principal preocupação dos especialistas é a perda de massa muscular. “A maior preocupação que nós, geriatras, temos é com a sarcopenia, com a perda muscular, que já é uma situação frequente no envelhecimento. Quando a gente usa essas canetas, há perda de massa muscular”, alerta.
Durante o tratamento, o paciente perde gordura, mas também elimina de 20% a 30% de músculo, segundo os médicos. Por isso, a recomendação é intensificar os exercícios físicos. A prática regular de atividade física, aliada a uma alimentação rica em proteínas, ajuda a preservar a musculatura.
“É fundamental ingerir uma quantidade adequada de proteína e vitaminas, além do treino de exercício físico, principalmente o resistido, para que a musculatura não enfraqueça junto com essa perda de massa muscular que acontece durante o tratamento”, orienta a médica.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, a medicação traz benefícios, mas pode provocar efeitos colaterais em alguns pacientes. Os mais comuns são intestino preso, diarreia, náuseas e vômitos.
A hidratação também é fundamental para idosos que fazem uso das canetas emagrecedoras.









