Câncer de pulmão: conheça as novas técnicas de tratamento minimamente invasivo
Doença continua sendo uma das principais causas de mortalidade por câncer no mundo; saiba mais
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Brazil Health
24/01/2025, 15:47 • Atualizado em 24/01/2025, 15:47
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Câncer de pulmão é uma das principais causas de morte em todo o mundo | Freepik
O câncer de pulmão continua sendo uma das principais causas de mortalidade por câncer no mundo, destacando a importância de avanços nas estratégias de diagnóstico e tratamento. Como radiologista especializado em técnicas intervencionistas, testemunhei de perto o poder transformador da imagem e das intervenções minimamente invasivas na melhoria dos resultados para os pacientes com câncer de pulmão.
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A detecção precoce é fundamental no manejo do câncer de pulmão. A tomografia computadorizada (TC) de baixa dose revolucionou o diagnóstico precoce, particularmente em populações de alto risco. Ensaios clínicos, como o National Lung Screening Trial (NLST) e o estudo NELSON, demonstraram reduções significativas na mortalidade por câncer de pulmão por meio da detecção precoce com TC de baixa dose. Esses achados solidificaram o papel da radiologia como um pilar nos programas de rastreamento do câncer de pulmão.
A radiologia intervencionista desempenha um papel crucial na obtenção de diagnósticos definitivos. As biópsias guiadas por imagem, particularmente com orientação por TC ou ultrassom, tornaram-se o padrão-ouro para a coleta de tecido. Técnicas como a biópsia com agulha transtorácica permitem o direcionamento preciso de nódulos suspeitos, minimizando o desconforto do paciente. Avanços em ferramentas de biópsia, como agulhas coaxiais, aumentaram ainda mais a segurança e a eficácia desses procedimentos.
Além do diagnóstico, a radiologia expandiu seus horizontes para intervenções terapêuticas no câncer de pulmão. Procedimentos minimamente invasivos, muitas vezes realizados sob orientação por imagem, são agora parte integrante do arsenal de tratamento.
● Ablação por Radiofrequência (RFA): a RFA utiliza energia térmica para destruir células cancerígenas e é particularmente eficaz para pacientes com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) em estágio I, que não são candidatos à cirurgia. Esta técnica, guiada por TC, oferece uma opção de tratamento localizado com impacto mínimo nos tecidos circundantes.
● Ablação por Micro-ondas (MWA): semelhante à RFA, a MWA entrega calor para destruir tumores, mas com maior eficiência em lesões maiores. Sua precisão e tempos de procedimento mais curtos a tornam uma opção atraente para certos casos.
● Técnicas de Embolização: para pacientes com doença avançada, intervenções paliativas, como a embolização da artéria brônquica, podem controlar hemoptises (sangramento pulmonar), melhorando a qualidade de vida. Essa técnica envolve a entrega direcionada de agentes embólicos para bloquear o fluxo sanguíneo anormal para o tumor.
O papel da Inteligência Artificial (IA)
A integração da IA na prática radiológica abriu novas fronteiras no manejo do câncer de pulmão. Algoritmos de IA agora são capazes de analisar dados de imagem para detectar mudanças sutis indicativas de malignidade, avaliar características tumorais e até prever respostas ao tratamento. Por exemplo, ferramentas de IA mostraram-se promissoras na diferenciação entre nódulos benignos e malignos, potencialmente reduzindo biópsias desnecessárias.
* Felipe Roth Vargas é radiologista intervencionista credenciado pelo CRM: 155352-SP RQE Nº: 94668
Câncer de pulmão: conheça as novas técnicas de tratamento minimamente invasivo Doença continua sendo uma das principais causas de mortalidade por câncer no mundo; saiba maisSaúde2025-01-24T15:47:07.011ZO câncer de pulmão continua sendo uma das principais causas de mortalidade por câncer no mundo, destacando a importância de avanços nas estratégias de diagnóstico e tratamento. Como radiologista especializado em técnicas intervencionistas, testemunhei de perto o poder transformador da imagem e das intervenções minimamente invasivas na melhoria dos resultados para os pacientes com câncer de pulmão. Avanços na detecção precoce do câncer de pulmão A detecção precoce é fundamental no manejo do câncer de pulmão. A tomografia computadorizada (TC) de baixa dose revolucionou o diagnóstico precoce, particularmente em populações de alto risco. Ensaios clínicos, como o National Lung Screening Trial (NLST) e o estudo NELSON, demonstraram reduções significativas na mortalidade por câncer de pulmão por meio da detecção precoce com TC de baixa dose. Esses achados solidificaram o papel da radiologia como um pilar nos programas de rastreamento do câncer de pulmão. A radiologia intervencionista desempenha um papel crucial na obtenção de diagnósticos definitivos. As biópsias guiadas por imagem, particularmente com orientação por TC ou ultrassom, tornaram-se o padrão-ouro para a coleta de tecido. Técnicas como a biópsia com agulha transtorácica permitem o direcionamento preciso de nódulos suspeitos, minimizando o desconforto do paciente. Avanços em ferramentas de biópsia, como agulhas coaxiais, aumentaram ainda mais a segurança e a eficácia desses procedimentos. Intervenções terapêuticas minimamente invasivas Além do diagnóstico, a radiologia expandiu seus horizontes para intervenções terapêuticas no câncer de pulmão. Procedimentos minimamente invasivos, muitas vezes realizados sob orientação por imagem, são agora parte integrante do arsenal de tratamento. ● Ablação por Radiofrequência (RFA): a RFA utiliza energia térmica para destruir células cancerígenas e é particularmente eficaz para pacientes com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) em estágio I, que não são candidatos à cirurgia. Esta técnica, guiada por TC, oferece uma opção de tratamento localizado com impacto mínimo nos tecidos circundantes. ● Ablação por Micro-ondas (MWA): semelhante à RFA, a MWA entrega calor para destruir tumores, mas com maior eficiência em lesões maiores. Sua precisão e tempos de procedimento mais curtos a tornam uma opção atraente para certos casos. ● Técnicas de Embolização: para pacientes com doença avançada, intervenções paliativas, como a embolização da artéria brônquica, podem controlar hemoptises (sangramento pulmonar), melhorando a qualidade de vida. Essa técnica envolve a entrega direcionada de agentes embólicos para bloquear o fluxo sanguíneo anormal para o tumor. O papel da Inteligência Artificial (IA) A integração da IA na prática radiológica abriu novas fronteiras no manejo do câncer de pulmão. Algoritmos de IA agora são capazes de analisar dados de imagem para detectar mudanças sutis indicativas de malignidade, avaliar características tumorais e até prever respostas ao tratamento. Por exemplo, ferramentas de IA mostraram-se promissoras na diferenciação entre nódulos benignos e malignos, potencialmente reduzindo biópsias desnecessárias. * Felipe Roth Vargas é radiologista intervencionista credenciado pelo CRM: 155352-SP RQE Nº: 94668São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/cancer-de-pulmao-conheca-as-novas-tecnicas-de-tratamento-minimamente-invasivo
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