Anvisa nega pedido de registro de três canetas emagrecedoras
Agência informou em nota que solicitações "não atenderam todos os requisitos técnicos exigidos para comprovação de eficácia, segurança e qualidade dos produtos"

Caneta emagrecedora | Freepik
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou nesta segunda-feira (13) pedido de registro de três canetas emagrecedoras com os princípios ativos semaglutida e liraglutida, substâncias usadas para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).
O órgão afirmou em nota que "na prática" as "solicitações" das empresas "não atenderam todos os requisitos técnicos exigidos para comprovação de eficácia, segurança e qualidade dos produtos".
A Anvisa impediu registro de duas versões da liraglutida, da farmacêutica Cipla (Plaobes e Lirahyp), e uma de semaglutida, da Dr. Reddy's (Embeltah).
Segundo a agência reguladora, esses produtos "foram avaliados por meio da via de desenvolvimento abreviado, que permite avaliação utilizando dados consolidados e estudos de terceiros". "Focado em qualidade e eficácia comprovadas, o processo visa agilizar o acesso, mas exige demonstração de segurança e qualidade do produto", explicou.
A autarquia de regime especial lembrou que edital publicado em 2025, com objetivo de dar prioridade na análise de pedidos, tem como objetivo "garantir o abastecimento do mercado brasileiro, considerando que a Anvisa identificou, por meio de sua área de fiscalização, instabilidade na oferta de medicamentos desta classe".
Ainda de acordo com a agência, atualmente não há concorrentes para semaglutida no país. "Há 16 pedidos de registro para medicamentos com este princípio ativo, cuja patente venceu no Brasil no último mês de março."
Já para liraglutida, existem cinco medicamentos registrados, de dois laboratórios diferentes. Sete pedidos aguardam avaliação.
Após contato do SBT News, a Dr. Reddy's se manifestou por meio de mensagem de e-mail em inglês. Leia tradução:
"Nós estamos em processo de avaliação das razões para a rejeição da nossa documentação de semaglutida pela Anvisa. Nós vamos continuar trabalhando com a agência reguladora nos próximos passos. Continuamos comprometidos em tornar este tratamento disponível para pacientes no Brasil."
A reportagem também entrou em contato com a Cipla e aguarda manifestação.















