Ano novo também pode despertar frustração e medo de recomeçar
Expectativas elevadas e o luto por sonhos não realizados tornam o início do ano emocionalmente mais pesado, aponta especialista
Vicklin Moraes
Foto: reprodução/Freepik
O início do ano costuma ser associado à renovação, esperança e novos começos. No entanto, para muitas pessoas, esse período também desperta frustrações, inseguranças e medo de tentar novamente. Segundo a psicóloga Marilene Kehdi, especialista em atendimento clínico, ouvida pelo SBT News, esse movimento ocorre porque o começo do ano vem carregado de comparações, expectativas elevadas e pressão por mudanças imediatas.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Segundo a especialista, esse cenário incentiva um balanço emocional focado apenas no que não foi alcançado no ano anterior. Esse processo, somado ao cansaço físico e emocional acumulado e ao medo de repetir erros e frustrações passadas, pode intensificar sentimentos de falha, esgotamento e insegurança. A comparação constante com outras pessoas, especialmente a sensação de que “só eu não consegui”, reforça culpa, frustração e baixa autoestima.
Dentro desse contexto, Marilene destaca a importância de viver o luto pelos sonhos que não se realizaram. Quando esse luto é ignorado, a frustração tende a se manifestar como tristeza persistente, ansiedade, ressentimento e sensação de vazio, dificultando seguir em frente e investir em novos projetos.
"Porque se ficar pensando só nos sonhos que não foram realizados, nas metas e objetivos que não foram alcançados, vai desencadear cada vez mais sentimentos de tristeza, desilusão, frustração, insegurança e desmotivação. Então, não pode ficar preso só àquilo que a pessoa entende que não conseguiu, que não realizou, que não deu certo”, afirma.
Entre os sinais de paralisia emocional diante de experiências negativas estão a falta de iniciativa e a dificuldade de acreditar na própria capacidade. O medo de se frustrar novamente, segundo Marilene, pode funcionar como um mecanismo de proteção emocional, mas se torna prejudicial quando bloqueia escolhas, vínculos e novas tentativas.
A ressignificação das experiências frustrantes, explica a psicóloga, não significa negar a dor. Trata-se de reinterpretar o que foi vivido, acolher o sofrimento sem julgamento e extrair aprendizados que fortaleçam a resiliência. Dessa forma, a experiência deixa de ser apenas fonte de dor e passa a ser integrada como crescimento, compreensão de si e amadurecimento emocional.
Como orientação prática, a psicóloga propõe a construção de metas possíveis e conectadas com a realidade individual.
"Ter metas atingíveis, metas pequenas que toquem o seu coração, objetivos claros e sonhos realizáveis dão direcionamento à vida, aumentam o foco, mantêm a mente no presente e causam sensação de bem-estar e prazer. Isso tudo precisa ser alimentado e cultivado no dia a dia”, conclui.
Ano novo também pode despertar frustração e medo de recomeçarExpectativas elevadas e o luto por sonhos não realizados tornam o início do ano emocionalmente mais pesado, aponta especialistaSaúde2026-01-24T13:00:00.000ZO início do ano costuma ser associado à renovação, esperança e novos começos. No entanto, para muitas pessoas, esse período também desperta frustrações, inseguranças e medo de tentar novamente. Segundo a psicóloga Marilene Kehdi, especialista em atendimento clínico, ouvida pelo SBT News, esse movimento ocorre porque o começo do ano vem carregado de comparações, expectativas elevadas e pressão por mudanças imediatas. Segundo a especialista, esse cenário incentiva um balanço emocional focado apenas no que não foi alcançado no ano anterior. Esse processo, somado ao cansaço físico e emocional acumulado e ao medo de repetir erros e frustrações passadas, pode intensificar sentimentos de falha, esgotamento e insegurança. A comparação constante com outras pessoas, especialmente a sensação de que “só eu não consegui”, reforça culpa, frustração e baixa autoestima. Dentro desse contexto, Marilene destaca a importância de viver o luto pelos sonhos que não se realizaram. Quando esse luto é ignorado, a frustração tende a se manifestar como tristeza persistente, ansiedade, ressentimento e sensação de vazio, dificultando seguir em frente e investir em novos projetos. "Porque se ficar pensando só nos sonhos que não foram realizados, nas metas e objetivos que não foram alcançados, vai desencadear cada vez mais sentimentos de tristeza, desilusão, frustração, insegurança e desmotivação. Então, não pode ficar preso só àquilo que a pessoa entende que não conseguiu, que não realizou, que não deu certo”, afirma. Entre os sinais de paralisia emocional diante de experiências negativas estão a falta de iniciativa e a dificuldade de acreditar na própria capacidade. O medo de se frustrar novamente, segundo Marilene, pode funcionar como um mecanismo de proteção emocional, mas se torna prejudicial quando bloqueia escolhas, vínculos e novas tentativas. A ressignificação das experiências frustrantes, explica a psicóloga, não significa negar a dor. Trata-se de reinterpretar o que foi vivido, acolher o sofrimento sem julgamento e extrair aprendizados que fortaleçam a resiliência. Dessa forma, a experiência deixa de ser apenas fonte de dor e passa a ser integrada como crescimento, compreensão de si e amadurecimento emocional. Como orientação prática, a psicóloga propõe a construção de metas possíveis e conectadas com a realidade individual. "Ter metas atingíveis, metas pequenas que toquem o seu coração, objetivos claros e sonhos realizáveis dão direcionamento à vida, aumentam o foco, mantêm a mente no presente e causam sensação de bem-estar e prazer. Isso tudo precisa ser alimentado e cultivado no dia a dia”, conclui.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/ano-novo-tambem-pode-despertar-frustracao-e-medo-de-recomecar-1
PL 'dribla' STF e exibe Jair Bolsonaro em vídeo de IA
Mensagem do ex-presidente foi exibida durante evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência após restrições impostas por Moraes
Associação dos delegados da PF vê risco para caso Master
Em entrevista ao SBT News, presidente da entidade dos delegados da PF diz que corporação aprendeu com anulações, segue protocolos e atua com preocupação