Zema encabeça pedido do Novo para afastar Moraes após vazamento de conversas com Vorcaro
Governador de MG diz que indícios de diálogo entre o ministro e o banqueiro no dia da prisão implicam na impossibilidade de permanência de Moraes


SBT News
Lideranças do Partido Novo, encabeçadas pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, vão protocolar na segunda-feira (9) um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes depois de vazamentos que indicam conversas por mensagem com Daniel Vorcaro no dia em que o banqueiro foi preso tentando fugir do país.
Registros vazados da perícia de um dos celulares de Vorcaro indicam que, naquele dia, ele falou por mensagens de visualização única com Moraes sobre o processo de venda do Master, banco que tinha contrato milionário com o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro. Moraes nega a existência da conversa.
Para Zema, as revelações implicam que o ministro “não tem condição de permanecer no cargo”.
“É inaceitável. Juízes do Supremo devem estar acima de qualquer suspeita, submetidos à lei e à transparência, como todos os cidadãos. O Brasil precisa acabar com a farra dos intocáveis", defendeu Romeu Zema.
O anúncio está previsto para coletiva do senador Eduardo Girão (Novo-CE) na segunda (9), às 14h30, no Salão Azul do Senado. Há previsão que o partido fale sobre outras frentes de atuação sobre o caso Master.
Conversas
Vorcaro, dono do Banco Master, mandou mensagens de texto via WhatsApp para Moraes na data em que foi preso pela primeira vez, em 17 de novembro de 2025, no âmbito da operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF). As informações foram reveladas pelo jornal O Globo.
Os diálogos indicam que Vorcaro compartilhava com o magistrado detalhes sobre as negociações para tentar salvar o banco. Apenas as imagens printadas pelo banqueiro, acessadas por peritos em seu celular, estavam disponíveis para o acesso dos investigadores. Leia mais sobre o caso aqui.
Em nota, Moraes diz que "não recebeu essas mensagens referidas na matéria" e que "trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal".







