Ricardo Salles diz que governo de SP está definido e critica candidaturas 'de passagem' ao Senado
Deputado do Novo afirma que Tarcísio deve vencer no 1º turno, questiona nomes da esquerda na disputa por SP e defende a própria candidatura ao Senado

Vicklin Moraes
O deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo-SP) afirmou, nesta quinta-feira (26), em entrevista exclusiva ao SBT News, que a eleição ao governo de São Paulo está “praticamente definida” e projetou vitória de Tarcísio de Freitas já no primeiro turno.
Segundo Salles, a disputa mais acirrada no estado deve ocorrer nas vagas para o Senado.
“A eleição aqui em São Paulo, do ponto de vista de governo do estado, está definida. O Tarcísio deve ganhar, inclusive com chances de ganhar em primeiro turno”, declarou, em referência ao governador Tarcísio de Freitas.
Segundo Salles, a “emoção” do pleito em São Paulo estará concentrada na corrida para ser senador. “O que vai nos dar mais emoção aqui no estado é justamente a eleição para o Senado”, afirmou.
Críticas a candidaturas de outros estados
Ao comentar possíveis nomes da esquerda, Salles fez críticas diretas a lideranças que avaliam disputar vaga ao Senado por São Paulo, apesar de terem trajetória política em outros estados.
Ele citou Simone Tebet, arfirmando que ela tem carreira política em seu estado de origem e que, ao decidir concorrer em São Paulo, abandona sua base. Marina Silva estaria na mesma situação, de acordo com Salles.
Para o deputado, o Senado exige vínculo direto com o estado representado.
“O Senado é o cargo que efetivamente representa o estado. Deputado é uma questão mais ideológica. Senado, não. É quem vai responder pelo próprio estado”, argumentou. “Que incentivo têm Marina e Simone para defender São Paulo? Estão aqui de passagem”, acrescentou.
Salles afirmou ainda que, entre os nomes da esquerda, o único com legitimidade seria o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “Ele é paulista, já foi prefeito, é ministro. A legitimidade não se discute. Eu acho que ele não tem a qualidade, mas legitimidade ele tem”, declarou.
O deputado também comentou a movimentação de Carlos Bolsonaro, que transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina com vistas à disputa ao Senado. Afirmou que, por coerência, entende que o vereador deveria disputar pelo Rio de Janeiro, onde construiu carreira política, embora reconheça que a decisão cabe ao eleitorado catarinense.
Senado e impeachment
Sobre a possibilidade de a direita ampliar a bancada no Senado focada em pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, Salles adotou tom mais cauteloso.
“Não se faz campanha com esse nível de revanchismo ou estreitamento de propósitos”, afirmou. “Se houver processo com devido processo legal, provas e instrução adequada, ninguém vai dizer que não se faz. Mas você não pode anunciar previamente que vai fazer. Reduzir a eleição ao Senado a um único mote é diminuir demais o papel do cargo”, disse.








