Política

Eduardo Paes escolhe irmã de político bolsonarista como vice na disputa pelo governo do estado

Jane Reis é de família de políticos da Baixada Fluminense, mas nunca ocupou cargo público

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes | Tomaz Silva/Agência Brasil

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou na quinta-feira (19), a advogada Jane Reis como candidata a vice em sua chapa ao governo do estado. A escolha oficializa a entrada do MDB na pré-campanha e amplia o arco de alianças do grupo, que tenta se consolidar fora da capital.

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Jane nunca ocupou cargo público. Nas redes sociais, apresenta-se como advogada, mãe, esposa e cristã. Apesar da inexperiência política, carrega um sobrenome com forte peso político no Rio de Janeiro.

Ela é irmã do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis, principal liderança do MDB no município; do deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ); e do deputado estadual Rosenverg Reis.

Também é tia de Netinho Reis (MDB), atual prefeito de Duque de Caxias, principal reduto eleitoral da família.

Nos bastidores, o próprio Washington Reis articulava para disputar o governo. Ele tentava recorrer de uma condenação por crime ambiental que o tornou inelegível. Contudo, Reis desistiu da candidatura própria no sábado (14).

A indicação de sua irmã como vice de Paes é vista como um movimento para consolidar apoio na Baixada e ampliar a capilaridade da campanha no interior do estado, utilizando a estrutura política construída pelo MDB.

Esse era considerado o "calcanhar de Aquiles" de Paes, que, apesar de forte na capital, não tem a mesma presença política no interior.

A composição também garante uma mulher na chapa majoritária e amplia o diálogo com o eleitorado evangélico, segmento no qual Paes busca reduzir resistências.

A aliança, no entanto, impõe um reposicionamento relevante. Washington era, até então, aliado de primeira hora de Jair Bolsonaro (PL) e levou o ex-presidente a Duque de Caxias dias antes da eleição de 2022.

Quando foi exonerado do governo estadual no ano passado pelo então governador em exercício, o presidente da Alerj à época, Rodrigo Bacellar (União), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em sua defesa pública e afirmou que o grupo não apoiaria nem Bacellar nem o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), em razão da exoneração.

Agora, com Paes alinhado ao presidente Lula (PT) na disputa nacional deste ano, a família Reis terá de ajustar o discurso político em Caxias, na Alerj e em Brasília.

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