Política

Wellington Dias: Brasil é o que mais tirou pessoas da fome

Ministro comentou relatório da fome, da ONU, que apontou menor patamar histórico de insegurança alimentar severa no país

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Basília Rodrigues , Lívia Zanolini, Warley Júnior, Ighor Nóbrega
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias | Alessandra Torres/Câmara dos Deputados

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias | Alessandra Torres/Câmara dos Deputados

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, disse nesta quinta-feira (23) que o Brasil foi o país que mais tirou pessoas da fome na região da América Latina e do Caribe,

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Em entrevista ao News Manhã, do SBT News, o ministro do governo Lula (PT) comentou a divulgação do relatório "O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2026", que confirmou que o Brasil segue fora do Mapa da Fome.

“O Brasil é o país que mais tirou pessoas da fome e da pobreza, ao mesmo tempo. A meta principal é a segurança alimentar, que é quando alguém tem condições livremente de comprar seu alimento. É quando você tem liberdade de escolha”, declarou Dias.

“O dado mais destacado é a queda da insegurança alimentar severa para 0,6%. Fizemos uma redução em direção ao triênio de 2024, quando estava em 3,4%. É o mais baixo da série histórica e também um dos mais baixos em regiões do mundo”, destacou o ministro sobre os dados do documento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU).

Wellington Dias creditou o resultado ao maior investimento em educação e às políticas para reduzir a informalidade no mercado de trabalho.

Segundo o ministro, a ascensão social, além de auxiliar no combate à fome, faz com que a economia cresça a partir do consumo. “Tudo que os mais pobres ganham com seu trabalho vai para o consumo. É isso que impulsiona o crescimento do PIB [Produto Interno Bruto]. Chega na classe média e na alta”, afirmou.

Dias declarou que o foco do governo passa a ser agora a redução da insegurança alimentar moderada e grave. O índice está em queda desde 2020, mas ainda atinge 9,6% dos brasileiros, cerca de 20,3 milhões de pessoas.

Bolsa Família

Questionado se o sucesso em manter o Brasil fora do mapa da fome significa o início do fim do programa Bolsa Família, Dias respondeu de forma afirmativa, mas disse que muitos cidadãos ainda precisam do benefício.

“Sim. Estamos reduzidos. Isso são bilhões de reais que antes iam para programas de transferência de renda e agora vão para saúde, educação, infraestrutura”, declarou o ministro.

“É claro que eu sonho com nenhum brasileiro precisando de transferência de renda. Infelizmente, quando vejo o planeta, países como Suíça, Suécia, Canadá, ainda encontramos pessoas precisando de alguma forma de proteção social, mas de qualquer modo tem que ser um número muito reduzido”, completou.

O ex-governador mencionou que a cada 1 milhão de famílias que deixam o programa, são poupados 8,4 bilhões de reais dos cofres públicos.

Guerra, tarifaço e eleições

Wellington Dias disse que o momento atual da geopolítica, que inclui o conflito no Oriente Médio e a nova rodada de tarifas comerciais dos Estados Unidos, tem impacto maior nos mais pobres, principalmente pela alta nos preços dos alimentos.

Ele enalteceu as ações do governo para mitigar os prejuízos da guerra e do tarifaço e afirmou que isso dá ao Brasil uma “maior independência em relação às crises do mundo”.

Dias disse ainda que esses temas devem influenciar na eleição deste ano, na qual o presidente Lula (PT) buscará a reeleição para seu quarto mandato à frente do Executivo federal.

“O eleitor é livre para escolher, mas ele acompanha todas essas coisas”, declarou o chefe da pasta de Desenvolvimento Social.

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