TSE: Mendonça adia julgamento de Lucena por elo com facção
Candidato do MDB concorre ao governo da Paraíba e é adversário do atual governador, Lucas Ribeiro (PP), e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos)
Iander Porcella, José Matheus Santos
Cícero Lucena | Reprodução/redes sociais
O ministro André Mendonça pediu vistas e adiou nesta sexta-feira (2) um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que poderia barrar a candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao governo da Paraíba, a dois dias do primeiro turno. O ex-prefeito de João Pessoa é acusado de ter sido beneficiado pela atuação de uma facção criminosa nas eleições municipais de 2020 e 2024.
Relator do processo, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva votou para tirar Cícero da disputa. O magistrado argumentou que desde 2024 as regras do TSE autorizam o indeferimento do registro de candidatura de “pessoas comprovadamente ligadas a organizações paramilitares, como milícias e facções criminosas”.
Em 2025, Cícero foi alvo de inquérito da Polícia Federal (PF) por possível relação com grupo criminoso. “Da análise dos autos, extrai-se a convergência de diversos elementos de prova a demonstrar, em seu conjunto, que o pretenso candidato tem sido beneficiário direto da atuação da facção criminosa Nova Okaida”, justificou o relator, em seu parecer.
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Cueva apontou que a candidatura do emedebista nas eleições de 2020 e 2024 teria sido beneficiada por coerção de moradores de áreas territoriais controladas pela Nova Okaida.
Antes de Mendonça pedir vistas, acompanharam a posição do relator, pelo indeferimento da candidatura, os magistrados Floriano de Azevedo Marques, Dias Toffoli e Estela Aranha. Não votaram ainda Kassio Nunes Marques e Sebastião Reis.
O julgamento no TSE ocorre após recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE), que contestou entendimento do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), que autorizou a candidatura.
Impacto na disputa pelo governo
Cícero é adversário do atual governador, Lucas Ribeiro (PP), que concorre à reeleição, e do grupo político do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). Sem o ex-prefeito no páreo, aumentariam as chances de Ribeiro vencer no primeiro turno, que ocorre no domingo (4).
Pesquisas recentes mostraram Ribeiro perto de 50% dos votos válidos. Além de Cícero, também concorre ao governo da Paraíba como nome competitivo de oposição o senador Efraim Filho (PL).
Na chapa de Cícero ao Senado está o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que é rival na disputa do pai de Motta, o ex-prefeito de Patos Nabor Wanderley (Republicanos).
Veneziano havia colocado como primeira suplente Janine Lucena (PSD), filha do ex-prefeito de João Pessoa, mas ela teve a candidatura indeferida por ter sido indiciada pela PF na investigação sobre elo entre a atuação político-eleitoral da família Lucena e a facção criminosa Nova Okaida.
Janine foi, então, substituída na suplência de Veneziano por Matheus Lucena (PDT), outro filho de Cícero Lucena.
TSE: Mendonça adia julgamento de Lucena por elo com facçãoCandidato do MDB concorre ao governo da Paraíba e é adversário do atual governador, Lucas Ribeiro (PP), e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos)Política2026-10-02T20:53:08.348ZO ministro André Mendonça pediu vistas e adiou nesta sexta-feira (2) um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que poderia barrar a candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao governo da Paraíba, a dois dias do primeiro turno. O ex-prefeito de João Pessoa é acusado de ter sido beneficiado pela atuação de uma facção criminosa nas eleições municipais de 2020 e 2024. Relator do processo, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva votou para tirar Cícero da disputa. O magistrado argumentou que desde 2024 as regras do TSE autorizam o indeferimento do registro de candidatura de “pessoas comprovadamente ligadas a organizações paramilitares, como milícias e facções criminosas”. Em 2025, Cícero foi alvo de inquérito da Polícia Federal (PF) por possível relação com grupo criminoso. “Da análise dos autos, extrai-se a convergência de diversos elementos de prova a demonstrar, em seu conjunto, que o pretenso candidato tem sido beneficiário direto da atuação da facção criminosa Nova Okaida”, justificou o relator, em seu parecer. Cueva apontou que a candidatura do emedebista nas eleições de 2020 e 2024 teria sido beneficiada por coerção de moradores de áreas territoriais controladas pela Nova Okaida. Antes de Mendonça pedir vistas, acompanharam a posição do relator, pelo indeferimento da candidatura, os magistrados Floriano de Azevedo Marques, Dias Toffoli e Estela Aranha. Não votaram ainda Kassio Nunes Marques e Sebastião Reis. O julgamento no TSE ocorre após recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE), que contestou entendimento do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), que autorizou a candidatura. Impacto na disputa pelo governo Cícero é adversário do atual governador, Lucas Ribeiro (PP), que concorre à reeleição, e do grupo político do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). Sem o ex-prefeito no páreo, aumentariam as chances de Ribeiro vencer no primeiro turno, que ocorre no domingo (4). Pesquisas recentes mostraram Ribeiro perto de 50% dos votos válidos. Além de Cícero, também concorre ao governo da Paraíba como nome competitivo de oposição o senador Efraim Filho (PL). Na chapa de Cícero ao Senado está o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que é rival na disputa do pai de Motta, o ex-prefeito de Patos Nabor Wanderley (Republicanos). Veneziano havia colocado como primeira suplente Janine Lucena (PSD), filha do ex-prefeito de João Pessoa, mas ela teve a candidatura indeferida por ter sido indiciada pela PF na investigação sobre elo entre a atuação político-eleitoral da família Lucena e a facção criminosa Nova Okaida. Janine foi, então, substituída na suplência de Veneziano por Matheus Lucena (PDT), outro filho de Cícero Lucena. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/tse-mendonca-adia-julgamento-de-lucena-por-elo-com-faccao
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