TSE acolhe desistência do PT em ação sobre fundo eleitoral
Corte encerra ação sem analisar mérito e libera repasse de 48% dos recursos, cerca de R$ 2,3 bilhões, aos partidos
Jessica Cardoso
O ministros do TSE durante sessão plenária | Antonio Augusto/TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acolheu, por unanimidade, nesta terça-feira (18), a desistência do PT de uma ação que questionava o cálculo de 48% do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o fundo eleitoral. Com isso, o processo foi encerrado sem análise do mérito.
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O PT havia apresentado a ação para que o cálculo considerasse 69 cadeiras na Câmara dos Deputados, e não 68. A diferença está relacionada ao deputado Paulão (PT-AL), que perdeu o mandato após a Justiça Eleitoral determinar uma nova contagem dos votos das eleições de 2022 em Alagoas.
A medida teve como objetivo permitir a liberação dos cerca de R$ 2,3 bilhões que devem ser distribuídos aos partidos de acordo com o tamanho das bancadas de cada um na Câmara dos Deputados. O repasse estava suspenso até a conclusão da análise do caso.
“O calendário eleitoral encontra-se em momento avançado, e o repasse dos recursos do Fundo às agremiações deve ocorrer dentro dos prazos estabelecidos. A desistência tem por único propósito viabilizar o cumprimento desse cronograma sem percalços ou prejuízos ao processo eleitoral, em gesto de deferência do requerente à regularidade do pleito, e não traduz reavaliação do requerimento”, afirmaram os advogados do PT em petição.
Como funciona o fundo eleitoral
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha foi criado para financiar as campanhas eleitorais com recursos públicos. Em 2026, o fundo soma cerca de R$ 4,96 bilhões.
A distribuição é dividida em quatro critérios:
48% são distribuídos conforme o tamanho das bancadas dos partidos na Câmara dos Deputados;
35% são distribuídos de acordo com os votos obtidos pelas legendas na última eleição para a Câmara;
15% são distribuídos conforme o tamanho das bancadas no Senado;
2% são divididos igualmente entre os partidos com registro no TSE.
O PT aparece em segundo lugar, com R$ 615,3 milhões, atrás apenas do PL, que terá direito a R$ 881 milhões.
Na sequência, estão União Brasil, com R$ 526 milhões; PSD, com R$ 421 milhões; e PP, com R$ 417 milhões.
TSE acolhe desistência do PT em ação sobre fundo eleitoralCorte encerra ação sem analisar mérito e libera repasse de 48% dos recursos, cerca de R$ 2,3 bilhões, aos partidosPolítica2026-08-18T23:44:18.532ZO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acolheu, por unanimidade, nesta terça-feira (18), a desistência do PT de uma ação que questionava o cálculo de 48% do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o fundo eleitoral. Com isso, o processo foi encerrado sem análise do mérito. O PT havia apresentado a ação para que o cálculo considerasse 69 cadeiras na Câmara dos Deputados, e não 68. A diferença está relacionada ao deputado Paulão (PT-AL), que perdeu o mandato após a Justiça Eleitoral determinar uma nova contagem dos votos das eleições de 2022 em Alagoas. A , depois de o A medida teve como objetivo permitir a liberação dos cerca de R$ 2,3 bilhões que devem ser distribuídos aos partidos de acordo com o tamanho das bancadas de cada um na Câmara dos Deputados. O repasse estava suspenso até a conclusão da análise do caso. “O calendário eleitoral encontra-se em momento avançado, e o repasse dos recursos do Fundo às agremiações deve ocorrer dentro dos prazos estabelecidos. A desistência tem por único propósito viabilizar o cumprimento desse cronograma sem percalços ou prejuízos ao processo eleitoral, em gesto de deferência do requerente à regularidade do pleito, e não traduz reavaliação do requerimento”, afirmaram os advogados do PT em petição. Como funciona o fundo eleitoral O Fundo Especial de Financiamento de Campanha foi criado para financiar as campanhas eleitorais com recursos públicos. Em 2026, o fundo soma cerca de R$ 4,96 bilhões. A distribuição é dividida em quatro critérios: Em 3 de junho, . O PT aparece em segundo lugar, com R$ 615,3 milhões, atrás apenas do PL, que terá direito a R$ 881 milhões. Na sequência, estão União Brasil, com R$ 526 milhões; PSD, com R$ 421 milhões; e PP, com R$ 417 milhões.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/tse-acolhe-desistencia-do-pt-em-acao-sobre-fundo-eleitoral