Taxa das blusinhas: comissão aprova MP que zerou imposto
Texto pode seguir para votação nos plenários da Câmara e do Senado; medida provisória isenta compras internacionais de até US$ 50
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Felipe Moraes
MP zerou Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 | Divulgação/Joédson Alves/Agência Brasil
A medida provisória (MP) da "taxa das blusinhas" foi aprovada nesta quarta-feira (2) pela comissão mista criada no Congresso Nacional para analisar o texto. Agora, a matéria pode seguir para votação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
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Em caso de aprovação por deputados e senadores, a MP é promulgada pelo Congresso Nacional. A previsão é de que a MP seja votada no plenário de deputados a partir das 14h.
Em regime de urgência desde junho e com validade prorrogada até 8 de setembro, a medida editada pelo governo Lula (PT) prevê isenção do Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 (cerca de R$ 258) em plataformas digitais.
Sob relatoria da senadora Leila Barros (PDT-DF) na comissão mista, o texto elimina cobrança federal de 20% e mantém a regra para encomendas feitas por meio de empresas participantes do programa Remessa Conforme.
Para compras com valor acima de US$ 50 e de até US$ 3 mil (cerca de R$ 15.500), a proposta fixa alíquota de 30%, com desconto fixo de US$ 20 (cerca de R$ 103).
Na apreciação de emendas, Barros acolheu algumas e rejeitou outras que, na visão dela, poderiam "aumentar a complexidade operacional sem demonstração dos impactos fiscais ou econômicos" para determinados bens, insumos e atividades.
A senadora reforçou que remessas de até US$ 50 seguem sujeitas ao ICMS, imposto estadual com alíquotas variando de 17% a 20%, a depender da unidade federativa.
"Não há, portanto, desoneração total nem desamparo do comércio nacional. O fim da taxa das blusinhas não apenas favorece o consumidor, pelo aumento da concorrência, da redução de preços e da preservação do poder de compra, como potencializa arrecadação dos estados e do Distrito Federal", comentou.
Para ela, a isenção de compras de até US$ 50, somada ao início da cobrança da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo previsto na reforma tributária, deve trazer "redução de custos e maior eficiência que, naturalmente, se reverterão em maior competitividade desses setores [da indústria nacional] frente à concorrência internacional".
Parlamentares da oposição classificaram a MP das blusinhas como medida eleitoreira do governo do presidente Lula (PT) e argumentaram que o fim da taxa não traz benefícios para o comércio nacional.
A deputada Bia Kicis (PL-DF) e os senadores Izalci Lucas (PL-DF) e Jorge Seif (PL-SC) se manifestaram favoráveis à isenção, mas apontaram que o relatório não traz instrumentos para garantir isonomia tributária e proteção do empresariado brasileiro.
Autora de quatro emendas rejeitadas por Leila Barros, a Kicis prometeu levá-las para a votação no plenário. A parlamentar chamou a MP de "marketing desse governo" e criticou trecho do parecer que prevê que o Executivo possa estabelecer limites e frequência para compras internacionais feitas por pessoas físicas.
"Quem está achando que vai ficar livre da taxa... é mentira. Você não vai poder comprar quantas blusinhas quiser. Está tudo em aberto, completamente subjetivo. Mesmo a alíquota não está definida, o próprio governo vai definir", disse.
O objetivo desse ponto é criar mecanismos para impedir que o Regime de Tributação Simplificada (RTS) seja utilizado para fins comerciais ou de revenda.
Taxa das blusinhas: comissão aprova MP que zerou impostoTexto pode seguir para votação nos plenários da Câmara e do Senado; medida provisória isenta compras internacionais de até US$ 50Política2026-09-02T15:31:02.824ZA medida provisória (MP) da "taxa das blusinhas" foi aprovada nesta quarta-feira (2) pela comissão mista criada no Congresso Nacional para analisar o texto. Agora, a matéria pode seguir para votação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Em caso de aprovação por deputados e senadores, a MP é promulgada pelo Congresso Nacional. A previsão é de que a MP seja votada no plenário de deputados a partir das 14h. Em regime de urgência desde junho e com validade prorrogada até 8 de setembro, a medida editada pelo governo Lula (PT) prevê isenção do Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 (cerca de R$ 258) em plataformas digitais. Sob relatoria da senadora Leila Barros (PDT-DF) na comissão mista, o texto elimina cobrança federal de 20% e mantém a regra para encomendas feitas por meio de empresas participantes do programa Remessa Conforme. Para compras com valor acima de US$ 50 e de até US$ 3 mil (cerca de R$ 15.500), a proposta fixa alíquota de 30%, com desconto fixo de US$ 20 (cerca de R$ 103). Na apreciação de emendas, Barros acolheu algumas e rejeitou outras que, na visão dela, poderiam "aumentar a complexidade operacional sem demonstração dos impactos fiscais ou econômicos" para determinados bens, insumos e atividades. A senadora reforçou que remessas de até US$ 50 seguem sujeitas ao ICMS, imposto estadual com alíquotas variando de 17% a 20%, a depender da unidade federativa. "Não há, portanto, desoneração total nem desamparo do comércio nacional. O fim da taxa das blusinhas não apenas favorece o consumidor, pelo aumento da concorrência, da redução de preços e da preservação do poder de compra, como potencializa arrecadação dos estados e do Distrito Federal", comentou. Para ela, a isenção de compras de até US$ 50, somada ao início da cobrança da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo previsto na reforma tributária, deve trazer "redução de custos e maior eficiência que, naturalmente, se reverterão em maior competitividade desses setores [da indústria nacional] frente à concorrência internacional". Parlamentares da oposição classificaram a MP das blusinhas como medida eleitoreira do governo do presidente Lula (PT) e argumentaram que o fim da taxa não traz benefícios para o comércio nacional. A deputada Bia Kicis (PL-DF) e os senadores Izalci Lucas (PL-DF) e Jorge Seif (PL-SC) se manifestaram favoráveis à isenção, mas apontaram que o relatório não traz instrumentos para garantir isonomia tributária e proteção do empresariado brasileiro. Autora de quatro emendas rejeitadas por Leila Barros, a Kicis prometeu levá-las para a votação no plenário. A parlamentar chamou a MP de "marketing desse governo" e criticou trecho do parecer que prevê que o Executivo possa estabelecer limites e frequência para compras internacionais feitas por pessoas físicas. "Quem está achando que vai ficar livre da taxa... é mentira. Você não vai poder comprar quantas blusinhas quiser. Está tudo em aberto, completamente subjetivo. Mesmo a alíquota não está definida, o próprio governo vai definir", disse. O objetivo desse ponto é criar mecanismos para impedir que o Regime de Tributação Simplificada (RTS) seja utilizado para fins comerciais ou de revenda.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/taxa-das-blusinhas-comissao-aprova-mp-que-zerou-imposto