Política

Tarcísio diz querer "capturar" voto do eleitor de Lula em SP

Governador de São Paulo reitera apoio a Flávio Bolsonaro, mas espera que seu "pragmatismo" atraia "pessoas que estão pensando no outro candidato"

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Tarcísio de Freitas (Republicanos) | Reprodução/YouTube/Governo do Estado

Tarcísio de Freitas (Republicanos) | Reprodução/YouTube/Governo do Estado

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou neste sábado (22) esperar que seu "pragmatismo" político à frente do estado possa "capturar" votos de eventuais eleitores do presidente Lula (PT) no pleito em São Paulo.

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O mandatário de SP disse que trabalha com todas as prefeituras, "independente da coloração partidária", e que "pragmatismo sempre foi uma marca nossa". "Minha ideologia são as pessoas", falou. "A gente sempre vai procurar dar resultado pra aquelas pessoas que aprovam o nosso governo, que não aprovam o nosso governo. A gente quer levar política pública para todos", falou durante agenda pública.

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Tarcísio repetiu que "está trabalhando para as pessoas" e, com isso, espera se aproximar de eleitores paulistas de Lula. "E aí, claro, a gente acaba capturando também votos de pessoas que estão pensando na Presidência da República, no outro candidato", continuou, sem citar o petista nominalmente.

O governador ponderou, no entanto, que "a gente vai estar junto de Flávio" e que pesquisas têm mostrado crescimento em São Paulo de intenções de voto no candidato presidenciável do PL.

Em críticas à gestão petista, sugeriu que o Brasil "pode entrar num processo de desaceleração e até mesmo de recessão" em um eventual quarto governo Lula e reforçou seu alinhamento ao filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"A gente defende que tem que haver mudança, por isso que a gente tá com Flávio Bolsonaro. E, além disso, a gente entende que o alinhamento do governo federal com o governo do estado pode trazer muitos benefícios para nós. A gente tem um alinhamento muito forte hoje com a prefeitura de São Paulo. Isso ajuda muito", continuou, em referência ao prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB).

Questionado pela imprensa sobre a provável ausência de Lula e Flávio no debate da Band com candidatos a presidente, marcado para domingo (23), Tarcísio reconheceu que "gostaria de vê-los" frente a frente no programa, mas apontou que a ausência do aliado "é uma questão de estratégia eleitoral".

"Tem a ver com a posição na pesquisa e, aí, cada grupo acaba definindo com a melhor estratégia, né?", comentou. "Cada candidatura tem a sua estratégia em função da posição nas pesquisas e a gente também tem que observar isso. Tem uma questão de pragmatismo aí envolvido nessas decisões."

Tarcísio e seu principal adversário, Fernando Haddad (PT), participaram do debate da Band realizado com postulantes ao Palácio dos Bandeirantes, em 9 de agosto.

O candidato à reeleição e ex-ministro da Infraestrutura no governo Bolsonaro tem liderado pesquisas eleitorais. No levantamento do Datafolha divulgado nessa sexta (21), ele aparece com 45% das intenções de voto no primeiro turno contra 27% do petista.

Em projeção de segundo turno, ele marca 54% ante 35% do ex-ministro da Fazenda de Lula e ex-prefeito da capital paulista.

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