Flávio: Não é fácil fazer campanha de colete à prova de bala
Em ato de Douglas Ruas para o governo do RJ, presidenciável do PL diz que é alvo "de mais de duas mil ameaças de morte"
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Felipe Moraes
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em ato da campanha de Douglas Ruas (PL-RJ) para o governo do Rio de Janeiro | Reprodução/YouTube
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, disse neste sábado (22) que "não é fácil fazer campanha" eleitoral com carro blindado e colete à prova de bala.
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Priorizando a segurança pública em discurso durante ato da campanha do correligionário Douglas Ruas (PL-RJ) ao governo do Rio de Janeiro, o senador voltou a afirmar que tem sido alvo de ameaças de morte e mostrou preocupação com a segurança das filhas. Declarou também estar disposto "a colocar meu peito à frente do povo".
"Não pensem que é fácil fazer campanha com carro blindado, usando colete à prova de bala, preocupado se suas filhas vão ir e voltar do colégio seguras. Já recebi mais de duas mil ameaças de morte. Eu estou aqui pra colocar meu peito à frente do povo", discursou o parlamentar em comício no ginásio Maracanãzinho.
O candidato presidencial também voltou a falar que "marginais narcoterroristas" têm "até dezembro pra meter o pé do Brasil" porque, em eventual governo dele, "vamos declarar guerra aos narcoterroristas".
Em tom elogioso a Ruas, comentou que a candidatura do deputado estadual ao Palácio Guanabara recebeu aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda em 2025, durante protesto em 7 de setembro no RJ. "Ele falou, 'bora de Douglas'", disse o senador.
Flávio repetiu a estratégia de atacar a gestão do presidente Lula (PT), como fez domingo passado (16) no ato inaugural da campanha, em Copacabana, e falou que quem o acha "radical" ou não gosta dele pode votar "no defensor de bandido".
Em acenos a beneficiários de programas sociais, declarou que um eventual governo dele vai "abraçar aqueles que mais precisam". "Muita gente precisa do Bolsa Família. Vamos garantir que recebam. Só que isso não pode ser a última coisa que o Estado faz pro cidadão. Tem que ser a primeira", seguiu.
"Vamos garantir Bolsa Família, aposentadoria. Mas nós vamos melhorar a sua vida, a gente vai oferecer na palma da sua mão a qualificação", completou, citando programa que anunciou criar caso assuma o Planalto, Minha Primeira Empresa, voltado ao empreendedorismo.
O senador reafirmou que quer "colocar empresas dentro do colégio" e que jovens saiam do ensino médio "com garantia de emprego que pague bem" ou com condições de abrir o próprio negócio.
"Não vou aceitar que nossos filhos não saibam fazer conta de matemática, não saibam interpretar um texto", completou, sem detalhar projetos para a educação e criticando uma suposta "militância" de esquerda em salas de aula.
No fim do comício, Flávio chamou para perto dele Ruas, a candidata a vice ao Palácio Guanabara e vereadora de Niterói, Fernanda Louback (PL-RJ), e os dois candidatos do Partido Liberal ao Senado pelo estado, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ), que tenta reeleição.
O filho mais velho de Jair Bolsonaro comentou que Jordy e Portinho, se eleitos, serão seus "guardiões no Rio de Janeiro" e enumerou pautas de sua plataforma de governo que dependem do Congresso: redução da maioridade penal para 14 anos "em casos de estupro", penas mais altas para chefes de organizações criminosas, redução de impostos, atualização da tabela SUS e anistia "ampla, geral e irrestrita aos perseguidos do 8 de janeiro", incluindo o pai, que segue em prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado.
Sem alusão direta ao plano bolsonarista de pautar impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), tipo de processo condicionado a uma tramitação no Senado, Flávio afirmou que "precisa de Jordy e Portinho" para que "instituições voltem a respeitar a Constituição brasileira".
O senador ainda admitiu que "há alguns meses, não imaginava que estaria sendo candidato à Presidência" e reforçou ter "convicção de que Deus está me preparando há 24 anos pra esse momento" — uma referência ao ano em que iniciou carreira política, 2003, como deputado estadual no Rio.
Flávio: Não é fácil fazer campanha de colete à prova de balaEm ato de Douglas Ruas para o governo do RJ, presidenciável do PL diz que é alvo "de mais de duas mil ameaças de morte"Política2026-08-22T15:46:33.301ZO candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, disse neste sábado (22) que "não é fácil fazer campanha" eleitoral com carro blindado e colete à prova de bala. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Priorizando a segurança pública em discurso durante ato da campanha do correligionário Douglas Ruas (PL-RJ) ao governo do Rio de Janeiro, o senador voltou a afirmar que tem sido alvo de ameaças de morte e mostrou preocupação com a segurança das filhas. Declarou também estar disposto "a colocar meu peito à frente do povo". "Não pensem que é fácil fazer campanha com carro blindado, usando colete à prova de bala, preocupado se suas filhas vão ir e voltar do colégio seguras. Já recebi mais de duas mil ameaças de morte. Eu estou aqui pra colocar meu peito à frente do povo", discursou o parlamentar em comício no ginásio Maracanãzinho. O candidato presidencial também voltou a falar que "marginais narcoterroristas" têm "até dezembro pra meter o pé do Brasil" porque, em eventual governo dele, "vamos declarar guerra aos narcoterroristas". Em tom elogioso a Ruas, comentou que a candidatura do deputado estadual ao Palácio Guanabara recebeu aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda em 2025, durante protesto em 7 de setembro no RJ. "Ele falou, 'bora de Douglas'", disse o senador. Flávio repetiu a estratégia de atacar a gestão do presidente Lula (PT), como fez domingo passado (16) no ato inaugural da campanha, em Copacabana, e falou que quem o acha "radical" ou não gosta dele pode votar "no defensor de bandido". Em acenos a beneficiários de programas sociais, declarou que um eventual governo dele vai "abraçar aqueles que mais precisam". "Muita gente precisa do Bolsa Família. Vamos garantir que recebam. Só que isso não pode ser a última coisa que o Estado faz pro cidadão. Tem que ser a primeira", seguiu. "Vamos garantir Bolsa Família, aposentadoria. Mas nós vamos melhorar a sua vida, a gente vai oferecer na palma da sua mão a qualificação", completou, citando programa que anunciou criar caso assuma o Planalto, Minha Primeira Empresa, voltado ao empreendedorismo. O senador reafirmou que quer "colocar empresas dentro do colégio" e que jovens saiam do ensino médio "com garantia de emprego que pague bem" ou com condições de abrir o próprio negócio. "Não vou aceitar que nossos filhos não saibam fazer conta de matemática, não saibam interpretar um texto", completou, sem detalhar projetos para a educação e criticando uma suposta "militância" de esquerda em salas de aula. No fim do comício, Flávio chamou para perto dele Ruas, a candidata a vice ao Palácio Guanabara e vereadora de Niterói, Fernanda Louback (PL-RJ), e os dois candidatos do Partido Liberal ao Senado pelo estado, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ), que tenta reeleição. O filho mais velho de Jair Bolsonaro comentou que Jordy e Portinho, se eleitos, serão seus "guardiões no Rio de Janeiro" e enumerou pautas de sua plataforma de governo que dependem do Congresso: redução da maioridade penal para 14 anos "em casos de estupro", penas mais altas para chefes de organizações criminosas, redução de impostos, atualização da tabela SUS e anistia "ampla, geral e irrestrita aos perseguidos do 8 de janeiro", incluindo o pai, que segue em . Sem alusão direta ao plano bolsonarista de pautar impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), tipo de processo condicionado a uma tramitação no Senado, Flávio afirmou que "precisa de Jordy e Portinho" para que "instituições voltem a respeitar a Constituição brasileira". O senador ainda admitiu que "há alguns meses, não imaginava que estaria sendo candidato à Presidência" e reforçou ter "convicção de que Deus está me preparando há 24 anos pra esse momento" — uma referência ao ano em que iniciou carreira política, 2003, como deputado estadual no Rio.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/flavio-nao-e-facil-fazer-campanha-de-colete-a-prova-de-bala
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