STJ rejeita pedido e julgamento de Buzzi será na quinta (6)
Defesa havia solicitado o adiamento, mas tribunal manteve data para julgar processo em que ex-ministro é acusado de assédio sexual por duas mulheres
Cézar Feitoza, Victor Schneider
O ministro Marco Buzzi está no STJ desde setembro de 2011 | José Alberto/STJ
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou um pedido da defesa do ex-ministro Marco Buzzi e manteve o julgamento que analisará acusações de assédio sexual para a próxima quinta-feira (6), no plenário.
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A defesa argumentava que, como o recesso do STJ termina só na sexta (31) e a maioria dos ministros só retorna às atividades na segunda (3), os advogados teriam apenas três dias úteis para realizar despachos com o colegiado e se reunir com os ministros para apresentar os argumentos do caso antes da sessão.
“A defesa do ministro Marco Buzzi, formada pelos advogados Maria Fernanda Saad Ávila, Paulo Emílio Catta Preta e Maíra Costa Fernandes, confirma que foi indeferido o pedido de adiamento – por apenas uma semana – da sessão de julgamento já marcada para o dia 6 de agosto, sendo que o pleito tinha por finalidade ampliar o estudo do caso e viabilizar a entrega de memoriais", diz nota divulgada pela equipe jurídica do ex-ministro.
Buzzi é acusado de importunar sexualmente duas mulheres. Uma delas é uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos, que afirma ter sido tocada de forma inapropriada pelo ministro durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC). Após a primeira denúncia, outra mulher relatou ao CNJ fatos semelhantes em um episódio em seu gabinete. O magistrado nega toda as acusações.
O Ministério Público Federal defende que o ex-ministro seja condenado por importunação sexual. A punição sugerida é a aposentadoria compulsória.
Buzzi está afastado cautelarmente desde 10 de fevereiro de 2026 por decisão unânime do pleno. O afastamento foi posteriormente mantido em 14 de abril, quando o STJ instaurou um processo administrativo disciplinar para aprofundar a investigação.
Além do procedimento no STJ, ele é alvo de processo no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e de investigação no STF (Supremo Tribunal Federal).
Paralelamente, Buzzi também é investigado pela Polícia Federal por suspeitas de envolvimento em um esquema de venda de sentenças no STJ. Na última semana, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a inclusão do magistrado e de familiares nas investigações sobre o caso.
STJ rejeita pedido e julgamento de Buzzi será na quinta (6)Defesa havia solicitado o adiamento, mas tribunal manteve data para julgar processo em que ex-ministro é acusado de assédio sexual por duas mulheres
Política2026-07-30T21:23:46.475ZO Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou um pedido da defesa do ex-ministro Marco Buzzi e manteve o julgamento que analisará acusações de assédio sexual para a próxima quinta-feira (6), no plenário. A que, como o recesso do STJ termina só na sexta (31) e a maioria dos ministros só retorna às atividades na segunda (3), os advogados teriam apenas três dias úteis para realizar despachos com o colegiado e se reunir com os ministros para apresentar os argumentos do caso antes da sessão. “A defesa do ministro Marco Buzzi, formada pelos advogados Maria Fernanda Saad Ávila, Paulo Emílio Catta Preta e Maíra Costa Fernandes, confirma que foi indeferido o pedido de adiamento – por apenas uma semana – da sessão de julgamento já marcada para o dia 6 de agosto, sendo que o pleito tinha por finalidade ampliar o estudo do caso e viabilizar a entrega de memoriais", diz nota divulgada pela equipe jurídica do ex-ministro. Buzzi é acusado de importunar sexualmente duas mulheres. Uma delas é uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos, que afirma ter sido tocada de forma inapropriada pelo ministro durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC). Após a primeira denúncia, outra mulher relatou ao CNJ fatos semelhantes em um episódio em seu gabinete. O magistrado nega toda as acusações. O Ministério Público Federal defende que o ex-ministro seja condenado por importunação sexual. A punição sugerida é a aposentadoria compulsória. Buzzi está afastado cautelarmente desde 10 de fevereiro de 2026 por decisão unânime do pleno. O afastamento foi posteriormente mantido em 14 de abril, quando o STJ instaurou um processo administrativo disciplinar para aprofundar a investigação. Além do procedimento no STJ, ele é alvo de processo no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e de investigação no STF (Supremo Tribunal Federal). Paralelamente, Buzzi também é investigado pela Polícia Federal por suspeitas de envolvimento em um esquema de venda de sentenças no STJ. Na última semana, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a inclusão do magistrado e de familiares nas investigações sobre o caso.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/stj-rejeita-pedido-e-julgamento-de-buzzi-sera-na-quinta-6
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