Política

STF mantém prisão de condenado por tentar explodir bomba no aeroporto de Brasília

Ministro Alexandre de Moraes acolheu parecer da PGR, que defendeu a manutenção da prisão diante da gravidade da conduta

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Camila Stucaluc
09/10/2025, 05:17 • Atualizado em 09/10/2025, 05:17
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Supremo Tribunal Federal | Agência Brasil

Supremo Tribunal Federal | Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a prisão preventiva de Alan Diego dos Santos Rodrigues, condenado por planejar um ataque a bomba nas proximidades do Aeroporto de Brasília, em 2022. A decisão, publicada na quarta-feira (8), foi em resposta ao pedido de soltura feito pela defesa.

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Moraes acolheu os argumentos da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu a manutenção da prisão preventiva diante do risco de reiteração dos crimes e da gravidade das condutas. "As bases que alicerçaram o decreto prisional do denunciado permanecem inalteradas e não existem motivos para justificar sua revogação neste momento, mantendo-se a necessidade de resguardar e garantir a ordem pública”, disse.

Alan está preso desde junho deste ano, por decisão do ministro. Além da ameaça de bomba, ele foi denunciado pela PGR, junto de outras duas pessoas, pelos crimes de tentativa de abolição do Estado de Direito e golpe de Estado.

Segundo os autos do processo, Alan instalou uma bomba em um caminhão-tanque estacionado nas imediações do aeroporto de Brasília em dezembro de 2022, dois meses após as eleições presidenciais. Às autoridades, ele confessou ter recebido o artefato no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, onde apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defendiam um golpe de Estado.

Ao ser investigado, a polícia descobriu que Alan já havia sido condenado pela Justiça do Distrito Federal em maio de 2023, pelos crimes de explosão e incêndio. Na época, a pena estipulada foi de cinco anos e quatro meses de prisão.

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