Política

STF forma maioria para tornar Rodrigo Bacellar réu

Ex-presidente da Alerj é investigado por suposta obstrução de investigação em operação policial no Rio de Janeiro

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José Matheus Santos, Caio Aquino
Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ) | Divulgação/Alerj

Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ) | Divulgação/Alerj

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta terça-feira (18) para tornar o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, réu por obstrução de investigação de infração penal que envolve organização criminosa armada.

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O voto do relator Alexandre de Moraes foi acompanhado pelos ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, formando 3 a 0 para receber a denúncia. O ministro Flávio Dino ainda não votou e, com isso, o julgamento continua até sexta-feira (21) no plenário virtual.

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Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, Bacellar teria recebido informações sigilosas sobre a Operação Zargun, deflagrada em 3 de setembro de 2025, e repassado o conteúdo a Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, então deputado estadual do Rio de Janeiro e um dos principais alvos da ação. Segundo a PF, TH Joias atuava junto à facção Comando Vermelho.

A PGR sustenta que, na véspera da operação, em 2 de setembro de 2025, Bacellar se encontrou com o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, então relator das investigações no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). De acordo com a acusação, o encontro teria servido para o repasse de informações privilegiadas sobre as medidas que seriam cumpridas no dia seguinte.

Outros investigados

Moraes também votou para tornar réus TH Joias, Jéssica de Oliveira Santos e Thárcio Nascimento Salgado, também pelo crime de obstrução de investigação de infração penal que envolve organização criminosa armada.

Jéssica é esposa de TH Joias e teria ajudado o então deputado a retirar bens e objetos de sua residência antes da operação. Thárcio era assessor parlamentar de TH Joias e é apontado na investigação como operador financeiro da organização criminosa.

Thárcio também responde por favorecimento pessoal. Segundo a denúncia, ele teria auxiliado TH Joias a se esconder da ação policial, abrigando o então deputado em sua residência, onde ele foi encontrado pela equipe policial.

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