Sob pressão, Alcolumbre diz a aliados que não decidiu se vai prorrogar CPMI do INSS e criação da CPI do Master
Ao responder cobrança de políticos no plenário, Alcolumbre negou acordo para barrar investigação do Master e chamou Valdemar Costa Neto de “mitômano”


Basília Rodrigues
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou a aliados, nesta quarta-feira (18), que ainda não decidiu se irá prorrogar a CPMI do INSS, mas que está ouvindo pessoas e pensando sobre o assunto.
A investigação é tratada por políticos como caminho para chegar a fraudes do banco Master.
A demora do presidente do Senado em decidir pela prorrogação da CPMI do INSS e também sobre abertura de uma CPI do Master tem gerado cobrança pública, inclusive dentro do plenário.
Nesta quarta, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) pressionou Alcolumbre por um posicionamento. O presidente do Senado negou acordo para abafar investigações e chamou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de “mitômano”.
“Fiquei estarrecido com as declarações do presidente do PL, ao qual tenho grande respeito. Não me posicionei em relação àquela fala dele até hoje, porque vivemos tantas agressões, ofensas e mentiras, que estou impossibilitado de, a todo instante, responder agressões, ataques e mentiras. Aquilo é uma doença, chama-se mitômano, a pessoa que mente reiteradas vezes e acredita em suas mentiras. Como não sou médico, não quero fazer consulta pública ao ex-deputado e presidente do PL, Valdemar Costa Neto”, declarou.
Em entrevista à Band, Valdemar disse que Alcolumbre queria acordo para votar o veto à Dosimetria em troca da não instalação da CPI do Master.
Desde o retorno dos trabalhos em fevereiro, Alcolumbre não marcou sessão do Congresso, única forma de analisar vetos presidenciais.
Por isso, há dois assuntos parados, aguardando análise: a decisão do presidente Lula (PT) de vetar o projeto de lei da dosimetria e também o reajuste do fundo partidário.
Eventual leitura do requerimento de uma nova CPMI dependeria de sessão do Congresso, ou seja, que reúne tanto deputados quanto senadores.
Diante da dificuldade de Alcolumbre em marcar a sessão, há políticos defendendo que a leitura poderia ser feita em uma sessão apenas do Senado.
O presidente do Senado tem dito que há preocupação com impacto das CPIs na disputa eleitoral.









