Novo ministro diz que "cortina de fumaça da extrema-direita" impede visão de "virtudes do governo"
Ao assumir a Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira também defende regulação de redes sociais e critica Meta por "faroeste digital"
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Raphael Felice
14/01/2025, 16:46 • Atualizado em 14/01/2025, 16:47
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O publicitário Sidônio Palmeira assumiu a Secretaria de Comunicação da Presidência no fim da manhã desta terça-feira (14). Em discurso breve, o novo chefe da Secom afirmou que a extrema-direita cria uma "cortina de fumaça" e evita que as informações sobre as "virtudes do governo" cheguem até a população. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não discursou no evento.
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Sidônio Palmeira substitui Paulo Pimenta (PT-RS), que ocupava o cargo desde o início do atual mandato do petista. A mudança busca aprimorar a comunicação do governo, que vem sendo criticada publicamente, inclusive pelo próprio chefe do Executivo.
O publicitário, que já vinha aconselhando o presidente de maneira informal, foi o responsável pela estratégia de marketing da campanha de Lula nas eleições de 2022, quando o petista derrotou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Sidônio formou-se em engenharia e participou do movimento estudantil na Universidade Federal da Bahia. Em 1992, migrou para a comunicação para cuidar da campanha vitoriosa de Lídice da Mata para a prefeitura de Salvador. Em 2006, comandou a campanha de Jacques Wagner ao governo da Bahia, aproximando-se de Lula. Em 2010, também participou da campanha do atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao governo baiano.
"A informação dos serviços não chega na ponta. A população não consegue ver o governo nas suas virtudes. A mentira nos ambientes digitais fomentada pela extrema-direita cria uma cortina de fumaça na vida real, manipula pessoas inocentes e ameaça a humanidade", disse Sidônio.
O novo chefe da Secom também criticou a decisão da Meta de mudar as regras de moderação das redes sociais. Segundo o publicitário, a multinacional, dona de WhatsApp, Instagram e Facebook, cria um "faroeste digital" ao retirar a checagem de fatos das publicações. Ele defendeu a liberdade de expressão, mas afirmou que o extremismo vem distorcendo esse conceito para viabilizar discursos de ódio e desinformação.
"Medidas anunciadas recentemente pela Meta são ruins, porque afrontam os direitos fundamentais e a soberania nacional, promovendo um faroeste digital. Buscaremos incentivar os processos regulatórios e garantir que a população tenha acesso informações. Defendemos a liberdade de expressão. Lamentamos que o extremismo esteja distorcendo esse conceito para viabilizar a liberdade de manipulação", disse.
O ministro da Secom afirmou, no início do discurso, que nunca planejou ocupar cargos na política institucional, mas assume o desafio por estar "do lado certo da história".
"O que me traz aqui é a força que m fez contribuir nas eleições de 2022, a mais importante da história do país", disse o novo ministro, que fez elogios à primeira-dama, Janja, que tem grande influência nas publicações do presidente Lula nas redes sociais.
28.08.2024 - Lançamento do livro “Brasil da Esperança - O Marketing Nas Eleições Mais Importantes do País”, do marqueteiro Sidônio Palmeira - Foto Ricardo Stuckert.jpg
Novo ministro diz que "cortina de fumaça da extrema-direita" impede visão de "virtudes do governo"Ao assumir a Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira também defende regulação de redes sociais e critica Meta por "faroeste digital"Política2025-01-14T16:46:55.540ZO publicitário Sidônio Palmeira assumiu a Secretaria de Comunicação da Presidência no fim da manhã desta terça-feira (14). Em discurso breve, o novo chefe da Secom afirmou que a extrema-direita cria uma "cortina de fumaça" e evita que as informações sobre as "virtudes do governo" cheguem até a população. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não discursou no evento. Sidônio Palmeira substitui Paulo Pimenta (PT-RS), que ocupava o cargo desde o início do atual mandato do petista. A mudança busca aprimorar a comunicação do governo, que vem sendo criticada publicamente, inclusive pelo próprio chefe do Executivo. O publicitário, que já vinha aconselhando o presidente de maneira informal, foi o responsável pela estratégia de marketing da campanha de Lula nas eleições de 2022, quando o petista derrotou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Sidônio formou-se em engenharia e participou do movimento estudantil na Universidade Federal da Bahia. Em 1992, migrou para a comunicação para cuidar da campanha vitoriosa de Lídice da Mata para a prefeitura de Salvador. Em 2006, comandou a campanha de Jacques Wagner ao governo da Bahia, aproximando-se de Lula. Em 2010, também participou da campanha do atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao governo baiano. "A informação dos serviços não chega na ponta. A população não consegue ver o governo nas suas virtudes. A mentira nos ambientes digitais fomentada pela extrema-direita cria uma cortina de fumaça na vida real, manipula pessoas inocentes e ameaça a humanidade", disse Sidônio. O novo chefe da Secom também criticou a . Segundo o publicitário, a multinacional, dona de WhatsApp, Instagram e Facebook, cria um "faroeste digital" ao retirar a checagem de fatos das publicações. Ele defendeu a liberdade de expressão, mas afirmou que o extremismo vem distorcendo esse conceito para viabilizar discursos de ódio e desinformação. "Medidas anunciadas recentemente pela Meta são ruins, porque afrontam os direitos fundamentais e a soberania nacional, promovendo um faroeste digital. Buscaremos incentivar os processos regulatórios e garantir que a população tenha acesso informações. Defendemos a liberdade de expressão. Lamentamos que o extremismo esteja distorcendo esse conceito para viabilizar a liberdade de manipulação", disse. O ministro da Secom afirmou, no início do discurso, que nunca planejou ocupar cargos na política institucional, mas assume o desafio por estar "do lado certo da história". "O que me traz aqui é a força que m fez contribuir nas eleições de 2022, a mais importante da história do país", disse o novo ministro, que fez elogios à primeira-dama, Janja, que tem grande influência nas publicações do presidente Lula nas redes sociais. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/sidonio-palmeira-assume-secom-com-criticas-a-meta-e-extremismo-que-desvirtua-liberdade-de-expressao
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