Política

Senado convida chanceler por risco de ação militar dos EUA

Comissão quer detalhes sobre avaliação do Itamaraty que apontou ameaça à soberania após classificação do PCC e CV como grupos terroristas

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Jessica Cardoso
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira | Edilson Rodrigues/Agência Senado

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira | Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado aprovou nesta terça-feira (7) um requerimento que convida o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a prestar esclarecimentos sobre a avaliação do Itamaraty de que há risco de ação militar dos Estados Unidos em território brasileiro.

Segundo o ministério, a ameaça existe devido à classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo norte-americano.

O requerimento, aprovado em votação simbólica, foi apresentado pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

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Ao justificar o pedido, o parlamentar afirmou ser “imperioso compreender os fundamentos geopolíticos e de inteligência que basearam o alerta do Itamaraty”, além das “providências diplomáticas coordenadas pelo governo brasileiro e as estratégias em curso para salvaguardar a autonomia jurisdicional e a soberania do Estado brasileiro frente a medidas unilaterais externas”.

Como se trata de um convite, o comparecimento de Vieira não é obrigatório. Ainda não há data definida para a eventual participação do chanceler na comissão.

O pedido tem como base um documento enviado à Câmara dos Deputados em resposta a um requerimento do deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES).

Na ocasião, o Itamaraty afirmou que a designação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos poderia, em tese, abrir espaço para medidas unilaterais com impactos sobre a soberania brasileira.

Após receber a resposta, Evair criticou o conteúdo encaminhado pelo ministério. Segundo o deputado, o Itamaraty não detalhou quais providências concretas foram adotadas pelo governo brasileiro diante do caso e se limitou a apresentar avaliações gerais sobre o tema.

Também nesta terça-feira (7), em nota enviada ao SBT News, o governo do presidente Donald Trump classificou como “absurda” a hipótese levantada pelo Itamaraty de uma possível ação militar dos EUA no Brasil.

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