Senado aprova projeto que prevê criação de plano para enfrentar violência contra a mulher
Texto volta à Câmara dos Deputados para análise das modificações feitas pelos senadores
G
Guilherme Resck
Projeto plano combate violência contra a mulher
O plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (9), um Projeto de Lei que prevê a criação, por estados, Distrito Federal e municípios, de planos de metas para o enfrentamento integrado da violência contra a mulher. A votação foi feita de forma simbólica, quando não há registro individual dos votos. O texto volta à Câmara dos Deputados para análise das modificações feitas pelos senadores.
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Segundo o projeto, os planos deverão conter ações para prevenir a violência contra a mulher e para dar atenção às vítimas de violência doméstica e aos seus dependentes.
As ações deverão ser articuladas entre a Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e a Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência no município, estado, Distrito Federal ou região. As redes poderão ser integradas pelos órgãos públicos de segurança, saúde, justiça, assistência social, educação e direitos humanos, e organizações da sociedade civil.
Os planos terão validade de dez anos e deverão ser atualizados a cada dois anos. A lista de medidas contempla, por exemplo, inclusão, nos cursos regulares das instituições policiais, de disciplina específica de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher; programa de monitoramento e acompanhamento da mulher em situação de violência doméstica e do agressor; e programa de reeducação e acompanhamento psicossocial do agressor.
A gestão precisará definir um órgão responsável pelo seu monitoramento e pela coordenação da Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e da Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência.
Os estados e municípios que aprovarem seus planos de metas no prazo de um ano após a publicação da lei terão direito a receber os recursos federais relacionados à segurança pública e aos direitos humanos.
Ainda de acordo com o projeto, o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) deverá armazenar informações para auxiliar nas políticas de enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. Os estados e municípios integrantes do Sinesp que deixarem de fornecer ou atualizar seus dados no sistema não poderão receber recursos do Fundo Penitenciário (Funpen) ou firmar parcerias com a União para financiamento de programas, projetos ou ações de segurança pública.
Para Janaína Farias (PT-CE), relatora do Projeto de Lei no plenário, o texto "contribui para a proteção das mulheres ao definir mais detalhadamente as atribuições de cada ente público responsável pela efetivação das medidas preconizadas na legislação".
Senado aprova projeto que prevê criação de plano para enfrentar violência contra a mulherTexto volta à Câmara dos Deputados para análise das modificações feitas pelos senadoresPolítica2024-04-09T23:38:25.416ZO plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (9), um Projeto de Lei que prevê a criação, por estados, Distrito Federal e municípios, de planos de metas para o enfrentamento integrado da violência contra a mulher. A votação foi feita de forma simbólica, quando não há registro individual dos votos. O texto volta à Câmara dos Deputados para análise das modificações feitas pelos senadores. Segundo o projeto, os planos deverão conter ações para prevenir a violência contra a mulher e para dar atenção às vítimas de violência doméstica e aos seus dependentes. As ações deverão ser articuladas entre a Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e a Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência no município, estado, Distrito Federal ou região. As redes poderão ser integradas pelos órgãos públicos de segurança, saúde, justiça, assistência social, educação e direitos humanos, e organizações da sociedade civil. Os planos terão validade de dez anos e deverão ser atualizados a cada dois anos. A lista de medidas contempla, por exemplo, inclusão, nos cursos regulares das instituições policiais, de disciplina específica de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher; programa de monitoramento e acompanhamento da mulher em situação de violência doméstica e do agressor; e programa de reeducação e acompanhamento psicossocial do agressor. A gestão precisará definir um órgão responsável pelo seu monitoramento e pela coordenação da Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e da Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência. Os estados e municípios que aprovarem seus planos de metas no prazo de um ano após a publicação da lei terão direito a receber os recursos federais relacionados à segurança pública e aos direitos humanos. Ainda de acordo com o projeto, o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) deverá armazenar informações para auxiliar nas políticas de enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. Os estados e municípios integrantes do Sinesp que deixarem de fornecer ou atualizar seus dados no sistema não poderão receber recursos do Fundo Penitenciário (Funpen) ou firmar parcerias com a União para financiamento de programas, projetos ou ações de segurança pública. Para Janaína Farias (PT-CE), relatora do Projeto de Lei no plenário, o texto "contribui para a proteção das mulheres ao definir mais detalhadamente as atribuições de cada ente público responsável pela efetivação das medidas preconizadas na legislação". São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/senado-aprova-projeto-que-preve-criacao-de-plano-para-enfrentamento-da-violencia-contra-a-mulher