Sem europeus ou G7, diplomatas avaliam Conselho da Paz de Trump com alcance limitado
Integrantes do Itamaraty afirmam que nenhum país com peso geopolítico aceitou o convite do presidente americano


Victoria Abel
Diplomatas brasileiros que avaliam o convite de Donald Trump para que o país faça parte do Conselho de Paz afirmam que tem pesado na análise o fato de nenhum país com força geopolítica ter aceitado fazer parte do grupo. Nenhuma nação da Europa Ocidental ou do G7 sinalizaram positivamente a Trump.
Para os integrantes do Itamaraty, a baixa adesão pode ser um sinal do alcance limitado do Conselho de Paz. Eles ponderam que o grupo pode ser apenas mais um núcleo de poder do presidente norte-americano, com o objetivo de minar ou constranger a Organização das Nações Unidas (ONU).
Apesar disso, auxiliares do presidente Lula ponderam que negar um convite de Trump pode levar a uma nova retaliação por parte do republicano, com aumento de tarifas comerciais, por exemplo.
Já aceitaram o convite de Trump: Argentina, Indonésia, Azerbaijão, Barein, Marrocos, Armênia, Bulgária, Hungria, Georgia, Cazaquistão, Kosovo, Paquistão, Paraguai, Catar, Arabia Saudita, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Uzbequistão e Mongólia.









