Política

Sem acordo: Fim do foro e isenção no IR ficam fora da pauta na Câmara

Oposição e governistas esperavam que os temas fossem pautados ainda nesta semana

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A reunião de líderes na Câmara dos Deputados realizada nesta terça-feira (12) acabou sem acordo para a votação do projeto que muda o foro privilegiado para parlamentares e também o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR). A expectativa da oposição era que o fim do foro fosse votado ainda nesta semana na Câmara dos Deputados.

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O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, Lindbergh Farias, disse que o tema não avançou por falta de apoio dos líderes e por não ser o momento certo para algumas lideranças. Na ocasião, não foi discutido a lei de anistia dos participantes do 8 de Janeiro, pauta que também já tinha sido demandada pela oposição.

Em relação a obstrução da oposição no Congresso Nacional, que durou 30 horas, Lindbergh diz que vai continuar batendo na tecla a punição de todos os deputados e senadores que estavam envolvidos. "Eu acho que a suspensão imediata de todos os envolvidos seria o melhor caminho e nós vamos continuar insistindo muito", afirma.

Enquanto a oposição defende a votação do fim do foro privilegiado, os governistas apoiam a votação do projeto de isenção do Importo de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. O Congresso precisa votar a proposta até o fim de setembro a pedido do Planalto. No entanto, ainda não há impedimento para que esses projetos sejam votados no futuro.

No momento, o fim do foro privilegiado está fora da pauta - um dos pontos defendidos por bolsonaristas que encabeçaram o recente motim no plenário.

Adultização na Câmara

Na reunião de líderes, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, também propôs a criação de uma comissão geral para debater a "adultização" de crianças e adolescentes nas redes sociais. O tema veio à tona depois do youtuber Felipe Bressanim Pereira, mais conhecido como Felca, ter denunciado exploração e superexposição de jovens.

Pautar o tema também é uma forma de "deslocar" o foco das pautas exigidas pela oposição, como o fim do foro privilegiado, impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e anistia dos investigados pelo 8 de Janeiro.

"O problema da proteção de crianças e adolescentes vai ter na próxima semana a comissão geral vai ser prioridade absoluta aqui", defende Lindbergh Farias.

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