Lula diz que quem foi governador com Bolsonaro “comeu o pão que o diabo amassou”
Petista afirmou que ex-presidente arrumava briga "todos os dias" para não enviar recursos a estados
R
Raphael Felice
15/03/2024, 16:58 • Atualizado em 15/03/2024, 17:04
compartilhar
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (15), que os governadores com mandato durante o governo Jair Bolsonaro “comeram o pão que o diabo amassou”. Ele discursou em Porto Alegre, nesta sexta-feira (15), em evento para anunciar investimentos do Novo Programa de Aceleração de Crescimento (Novo PAC).
Segundo o chefe do poder Executivo, Bolsonaro fez poucos investimentos nos Estados, principalmente os governados por adversários políticos. Para Lula, o ex-presidente brigava "todos os dias" com governadores para não repassar os recursos necessários.
“Quando você não tem o que mostrar, você arruma briga. Você xinga alguém, provoca a imprensa, todos os dias arruma briga com governador. Você viveu isso, governador (Eduardo Leite), o Rui Costa (Bahia) viveu isso, Camilo (Santana) (Ceará) viveu isso, Waldez (Góes) (Amapá) viveu isso. Quem foi governador comeu o pão que o diabo amassou. Para não passar recursos, ele (Bolsonaro) arrumava briga”, disse.
Lula desafiou os presentes a citar alguma obra no Rio Grande do Sul iniciada durante a gestão Bolsonaro e exaltou o maior investimento de seu governo na área de transportes.
“Quantas obras foram feitas no governo passado? Não precisa duas, uma só. Não tem efetivamente quase nada que foi feito. É impressionante a incapacidade de execução. É por isso que, na área do transporte, nós, somente em 2023, fizemos mais do que quatro anos do governo passado na questão de rodovia e ferrovia”, concluiu Lula.
Lula também falou sobre a dívida dos Estados, queixa de diferentes governadores do Rio Grande do Sul, que chegou a atrasar salários de servidores, e de outras unidades da Federação. Dirigindo-se a Eduardo Leite, Lula afirmou que é obrigação do governo federal buscar uma solução para o problema fiscal.
“Se todo mundo fala a mesma coisa (dívida), alguma coisa está errada. Então falo com você, governador, não é nenhum favor. É obrigação do governo federal sentar e buscar uma solução. Para mim a governança passa pelo prefeito e o governador terem verbas para fazerem suas coisas nas cidades e no estado”, disse Lula.
Novo PAC
O Novo Programa de Aceleração de Crescimento (Novo PAC) vai investir R$ 29,5 bilhões em obras no Rio Grande do Sul. As ações foram apresentadas em Porto Alegre, nesta sexta-feira (15).
Lula foi acompanhado pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e pelos ministros Rui Costa (Casa Civil), Paulo Pimenta (Secom), Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Jader Filho (Cidades), Camilo Santana (Educação) e Nísia Trindade (Saúde), além do ministro dos Transportes substituto, Adrualdo Catão.
Lula diz que quem foi governador com Bolsonaro “comeu o pão que o diabo amassou”Petista afirmou que ex-presidente arrumava briga "todos os dias" para não enviar recursos a estadosPolítica2024-03-15T16:58:43.058Z Segundo o chefe do poder Executivo, Bolsonaro fez poucos investimentos nos Estados, principalmente os governados por adversários políticos. Para Lula, o ex-presidente brigava "todos os dias" com governadores para não repassar os recursos necessários. “Quando você não tem o que mostrar, você arruma briga. Você xinga alguém, provoca a imprensa, todos os dias arruma briga com governador. Você viveu isso, governador (Eduardo Leite), o Rui Costa (Bahia) viveu isso, Camilo (Santana) (Ceará) viveu isso, Waldez (Góes) (Amapá) viveu isso. Quem foi governador comeu o pão que o diabo amassou. Para não passar recursos, ele (Bolsonaro) arrumava briga”, disse. Lula desafiou os presentes a citar alguma obra no Rio Grande do Sul iniciada durante a gestão Bolsonaro e exaltou o maior investimento de seu governo na área de transportes. “Quantas obras foram feitas no governo passado? Não precisa duas, uma só. Não tem efetivamente quase nada que foi feito. É impressionante a incapacidade de execução. É por isso que, na área do transporte, nós, somente em 2023, fizemos mais do que quatro anos do governo passado na questão de rodovia e ferrovia”, concluiu Lula. Lula também falou sobre a dívida dos Estados, queixa de diferentes governadores do Rio Grande do Sul, que chegou a atrasar salários de servidores, e de outras unidades da Federação. Dirigindo-se a Eduardo Leite, Lula afirmou que é obrigação do governo federal buscar uma solução para o problema fiscal. “Se todo mundo fala a mesma coisa (dívida), alguma coisa está errada. Então falo com você, governador, não é nenhum favor. É obrigação do governo federal sentar e buscar uma solução. Para mim a governança passa pelo prefeito e o governador terem verbas para fazerem suas coisas nas cidades e no estado”, disse Lula. Novo PAC O Novo Programa de Aceleração de Crescimento (Novo PAC) vai investir R$ 29,5 bilhões em obras no Rio Grande do Sul. As ações foram apresentadas em Porto Alegre, nesta sexta-feira (15). Lula foi acompanhado pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e pelos ministros Rui Costa (Casa Civil), Paulo Pimenta (Secom), Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Jader Filho (Cidades), Camilo Santana (Educação) e Nísia Trindade (Saúde), além do ministro dos Transportes substituto, Adrualdo Catão. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/segundo-lula-quem-foi-governador-com-bolsonaro-comeu-o-pao-que-o-diabo-amassou
Michelle é chamada de camisa 10 de Lula após vídeo
Aliados do senador Flávio Bolsonaro ainda estão tentando entender a postura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que o acusou de humilhá-la e maltratá-la
Vereador do PT é preso suspeito de lavar dinheiro para o PCC
Senival Moura (PT) e o presidente da Transunião, Lourival de França Monário, foram presos durante operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo