Política

Salles e Derrite fazem aliança informal para o Senado em SP

Pré-candidatos ao Senado pelo Novo e pelo PP participaram de evento com investidores na capital paulista

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Guilherme Derrite e Ricardo Salles participam de evento com investidores em São Paulo | SBT
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Os deputados Guilherme Derrite (PP-SP) e Ricardo Salles (Novo-SP) estão atuando, informalmente, em uma aliança para a disputa pelas duas vagas ao Senado no maior colégio eleitoral do país. A dobradinha prevê que Salles crie um canal de interlocução de representantes do agro com Derrite e que o ex-secretário de Segurança do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) faça o mesmo com os agentes de segurança pública.

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Os dois participaram na noite desta quinta-feira (23) de evento fechado com investidores, na capital paulista, e defenderam que só juntos poderão assegurar para o campo conservador as vagas ao Senado. O ex-ministro de Meio Ambiente de Bolsonaro (PL) destacou que a disputa majoritária será plebiscitária, ou seja, quem votar em Simone Tebet (PSB) votaria em Marina Silva (Rede). Portanto, se a esquerda lançar apenas dois nomes e a direita tiver três ou quatro candidatos, os aliados de Lula sairiam em vantagem.

Tebet e Marina, pré-candidatas ao Senado por São Paulo | Reprodução
Tebet e Marina, pré-candidatas ao Senado por São Paulo | Reprodução

Ricardo Salles sustentou que apenas ele e Derrite representam a direita. “Os nomes fortes da direita somos eu e o Derrite. Qualquer outro nome que vier do campo da direita, ele não só é mais fraco como não é de direita”, afirmou o parlamentar.

Em seguida, Derrite relembrou que trocou de partido para garantir um acordo único entre os partidos de direita e alertou: "O nosso erro pode ser fatal. A gente corre o risco de perder não só uma, mas duas vagas ao Senado se a gente lançar três ou quatro candidatos”.

Os outros dois postulantes são do PL, que tem uma aliança com o PP, de Derrite: Coronel Mello Araújo, vice-prefeito de São Paulo, e André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa do Estado.

A avaliação do entorno de Derrite e Salles é que Mello Araújo tira votos do ex-secretário de Segurança de Tarcísio, já que os dois dialogam com o mesmo eleitorado. Já André do Prado tem projeção reduzida e agrega pouco a qualquer parceiro de chapa. Ele, no entanto, é muito próximo a Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. Os bolsonaristas não são simpáticos ao nome, que consideram pouco conservador.

A participação de Salles e Derrite no evento ocorreu na mesma semana que o presidente do PL e o presidente da Assembleia de São Paulo foram aos Estados Unidos pedir o apoio do ex-deputado Eduardo Bolsonaro para a disputa ao Senado. O filho de Jair Bolsonaro pediu mais tempo para decidir quem ele irá escolher. O aval de Eduardo é negociado porque se ele não tivesse deixado o Brasil, uma das vagas seria dele.

A coluna procurou Derrite, que negou que haja uma dobradinha informal. O deputado federal do Progressistas disse ainda que Filipe Barros, pré-candidato do PL ao Senado pelo Paraná, também palestrou no evento com representantes da Faria Lima. Conforme Derrite, quem irá decidir o segundo nome ao Senado será o governador Tarcísio junto com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e destacou que Ricardo Salles e ele são bons amigos. Salles foi procurado, mas não atendeu.

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo| Agência Brasil
Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo| Agência Brasil

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