Rogério Marinho diz que transferência de Bolsonaro para Papudinha ‘melhora situação’, mas ‘não é ideal’
Senador afirma que oposição vai atuar para derrubar o veto ao PL da Dosimetria e reforça que a direita já definiu Flávio como candidato

Jessica Cardoso
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, avaliou nesta sexta-feira (16) que a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a Papudinha representa um avanço nas condições de cumprimento da pena, mas não atende ao que seus aliados consideram “ideal”.
Em entrevista ao programa Poder Expresso, do SBT News, Marinho voltou a defender a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente. Segundo o senador, o estado de saúde de Bolsonaro exige cuidados especiais e justificaria o cumprimento da pena em casa.
Questionado sobre a possibilidade de acordos nos bastidores para Bolsonaro permanecer na Papudinha por enquanto, o senador disse que há diálogo com integrantes do Judiciário.
“É claro que todos nós, que tivemos alguma possibilidade de acesso, conversamos com ministros, com interlocutores políticos, buscando justamente a possibilidade de que esse regime fosse mudado”, afirmou, acrescentando que a oposição foi surpreendida com a decisão do ministro Alexandre de Moraes de autorizar a transferência para a Papudinha, e não a prisão domiciliar.
No campo político, Marinho afirmou que a oposição pretende intensificar, a partir de fevereiro, a atuação no Congresso para derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria.
O senador também reforçou que a direita já definiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como o nome que deve liderar o campo conservador nas eleições de 2026. Segundo Marinho, a candidatura de Flávio está consolidada.
Ele afirmou ainda que a pré-campanha já está em fase de planejamento, com articulação de palanques regionais e diálogo com lideranças de diferentes partidos.








