Política

Risco de delação premiada de Daniel Vorcaro preocupa políticos, após queda de Toffoli

Dados dos celulares do banqueiro seguem sob sigilo, mas fontes afirmam que armazenam conversas sobre pagamentos e vídeos com autoridades

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Daniel Vorcaro | Reprodução/Esfera Brasil

A possibilidade do banqueiro Daniel Vorcaro assinar acordo de delação premiada voltou a circular entre políticos, em Brasília, após informações extraídas do celular dele terem derrubado o relator do caso, Dias Toffoli, no Supremo Tribunal Federal.

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Vorcaro mantinha relações com integrantes de todos os poderes. Mas os detalhes dessas conexões ainda não são conhecidos. Ao menos 3 números de celular vinculados ao nome de Vorcaro foram identificados em quebras de sigilos.

Conversas, informações sobre pagamentos, fotos e vídeos registrados em festas com políticos e outras autoridades estariam no conteúdo, segundo fontes.

Além das extrações que complicaram Toffoli, a PF ainda não concluiu a perícia de todos os aparelhos de celular apreendidos nas operações ligadas ao caso.

Como o SBT News divulgou, a defesa de Vorcaro procurou o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Renan Calheiros, para depor no próximo dia 24, dentro do grupo de trabalho designado para apurar a fraude do Master.

Integrantes da comissão consideram que Vorcaro virou uma "testemunha viva", com potencial de delatar políticos tanto de oposição quanto governo e centrão.

Na viagem para depoimento em Brasília, ele virá em avião particular e na companhia de equipe da Polícia Federal.

Em conversa com senadores, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, teria afirmado que Vorcaro já está submetido a nível maior de segurança devido ao uso de tornozeleira eletrônica. Rodrigues teria ressaltado que mais protegido do que isso somente na prisão.

Há senadores que defendem que Vorcaro entre no programa de proteção a testemunhas, vinculado ao ministério de Direitos Humanos.

O empresário mineiro mora em São Paulo com a família.

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