Política

Renan Santos diz pagar "preço" por protestos contra Toffoli

Presidenciável do Missão afirmou que sanções são uma retaliação a manifestações de rua convocadas por ele contra o ministro

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Vicklin Moraes
Renan Santos em vídeo após decisão de Dias Toffoli | Reprodução/redes sociais

Renan Santos em vídeo após decisão de Dias Toffoli | Reprodução/redes sociais

O presidenciável Renan Santos (Missão) publicou um vídeo em tom de despedida nas redes sociais nesta segunda-feira (31), após o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinar a suspensão da propaganda eleitoral da chapa na internet. Na gravação, o candidato afirmou que aquele poderia ser o seu último conteúdo divulgado nas plataformas digitais e declarou estar sofrendo retaliação política.

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No vídeo, Renan classificou a determinação judicial como "ilegal" e vinculou a decisão aos atos de rua que organizou contra o magistrado nos últimos meses.

"A decisão é ilegal, a decisão é persecutória. Curiosamente, eu convoquei também quatro manifestações nesse último ano contra o senhor Dias Toffoli, contra o envolvimento não apenas dele, mas de todas essas pessoas no escândalo do Banco Master. As manifestações tomaram as ruas de São Paulo quatro vezes. O nome do Dias Toffoli foi mencionado e cartazes foram feitos todas essas vezes", declarou.

O candidato também contestou a tese de abuso de poder econômico, argumentando que a irregularidade apontada se tratava apenas de uma falha cadastral comum.

"Eu estou pagando o preço por ter defendido o que eu defendi. Eu sei o que aconteceu. Falar que minhas redes foram suspensas porque eu estou abusando do poder econômico, por conta de um problema técnico que centenas de outros candidatos, quiçá milhares, também tiveram durante o registro das candidaturas, chega a ser absurdo", completou.

A decisão de Dias Toffoli foi motivada pela suspeita de que a campanha de Renan Santos teria burlado regras eleitorais para inflar artificialmente o seu alcance digital. Segundo o ministro, a chapa pode ter sido favorecida pelos sistemas de recomendação das plataformas ao criar perfis paralelos não declarados formalmente à Justiça Eleitoral no momento do registro da candidatura.

O despacho do TSE inclui imagens dos perfis e aponta que as páginas devidamente informadas e fiscalizadas pela Corte estariam conectadas a essas contas não registradas.

Toffoli concedeu um prazo de 24 horas para que a coordenação da campanha informe a data de criação e de início do uso de cada perfil, além de apresentar a lista integral de endereços eletrônicos, sites, blogs, perfis em redes sociais, canais e grupos de mensagens instantâneas utilizados pela candidatura.

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