Relatório da PF sobre Toffoli cruza dados de celular de Vorcaro com consultas de empresas e agendas
Parte do STF vê pesquisa ativa da PF contra ministro e avalia procedimento para apurar investigação ilegal


Cézar Feitoza
O relatório da Polícia Federal sobre as suspeitas envolvendo o ministro Dias Toffoli no caso Master reúne mensagens de celular, registros de Junta Comercial, pesquisa de agendas públicas e consultas em processos judiciais.
A multiplicidade das fontes de informação e a pesquisa ativa sobre Toffoli e sua ex-esposa Roberta Rangel foram avaliadas por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como uma investigação ilegal contra o relator da investigação --e não um encontro fortuito de provas.
Por esse motivo, dois integrantes do Supremo consultados pelo SBT News têm avaliado abrir um procedimento para apurar a atuação da Polícia Federal no caso.
Um dos caminhos seria incluir o relatório da PF em um dos braços do inquérito das fake News, sob a justificativa de se tratar de uma investigação sobre ataques a ministros do tribunal.
A avaliação do momento, porém, é tratar da questão de forma reservada com a direção-geral da Polícia Federal e com integrantes do governo Lula.
O relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo é uma Informação de Polícia Judiciária. No documento, os investigadores citam um artigo da Lei Orgânica da Magistratura sobre a comunicação ao tribunal sobre suspeitas de crimes de um de seus integrantes.
O documento foi entregue em formato PDF para Edson Fachin e Dias Toffoli. Os demais ministros do Supremo receberam apenas cópias físicas do material.









