Política

"Quem debochou do Congresso agora sente peso da lei", diz presidente da CPMI do INSS sobre operação da PF

Senador também afirma que "provas reunidas, quebras de sigilo, depoimentos e documentos encaminhados" pela comissão "sustentam cada passo" da força-tarefa

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Felipe Moraes
09/10/2025, 11:46 • Atualizado em 09/10/2025, 11:54
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Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) | Divulgação/Carlos Moura/Agência Senado

Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) | Divulgação/Carlos Moura/Agência Senado

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), comemorou nesta quinta-feira (9) nova fase de operação da Polícia Federal (PF) que mira alvos suspeitos de participação no esquema bilionário nacional de descontos associativos ilegais em aposentadorias e pensões.

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"A Justiça está avançando e quem debochou do Congresso agora sente o peso da lei", comentou em comunicado nas redes sociais. Para o senador, a força-tarefa de hoje "confirma" que a CPMI do INSS "não é espectadora" nas investigações.

Carros de luxo de alvos da operação Sem Desconto, da PF, que investiga fraudes por descontos indevidos em benefícios do INSS | Divulgação/PF
Carros de luxo de alvos da operação Sem Desconto, da PF, que investiga fraudes por descontos indevidos em benefícios do INSS | Divulgação/PF
"As provas reunidas, as quebras de sigilo, os depoimentos e os documentos encaminhados pela CPMI sustentam cada passo dessa operação", afirmou. Viana se encontrou pessoalmente nessa quarta (8) com o ministro André Mendonça, Supremo Tribunal Federal (STF), para "reforçar urgência no cumprimento das prisões já aprovadas" pela comissão.

No fim de setembro, o STF manteve prisões preventivas de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", e do empresário Maurício Camisotti. Ambos haviam sido presos em 12/9 por ordem de Mendonça, após a CPMI aprovar pedidos.

Por outro lado, já houve situações em que a comissão deu voz de prisão durante oitiva, como o presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes, e que depoente foi solto após pagar fiança – caso de Lopes – ou dar esclarecimentos.

"Hoje, não por coincidência, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nova fase da Operação Sem Desconto, ampliando as investigações sobre o mesmo esquema criminoso que esta Comissão vem expondo há meses", falou. Os 66 mandados de busca e apreensão cumpridos hoje pela PF foram autorizados pelo STF.

Leia comunicado do presidente da CPMI do INSS:

"Ontem, ao final do dia, estive pessoalmente com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, para reforçar a urgência no cumprimento das prisões já aprovadas pela CPMI do INSS.

A mensagem foi clara: quem tem aviões, vistos e recursos para fugir do país não pode continuar rindo da Justiça.

Hoje, não por coincidência, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nova fase da Operação Sem Desconto, ampliando as investigações sobre o mesmo esquema criminoso que esta Comissão vem expondo há meses.

Essa ação confirma: a CPMI do INSS não é espectadora, é protagonista na luta por justiça aos aposentados, viúvas e órfãos do Brasil.

As provas reunidas, as quebras de sigilo, os depoimentos e os documentos encaminhados pela CPMI sustentam cada passo dessa operação.

A Justiça está avançando e quem debochou do Congresso agora sente o peso da lei.

Seguiremos firmes, com independência, transparência e coragem, até que cada real desviado seja devolvido e cada responsável, punido.

O Brasil já entendeu: não há mais espaço para quem lucra com a dor do povo.

Com fé, trabalho e união, vamos até o fim."

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