PT cobra governo para retomada da narrativa eleitoral e Planalto responde com redução de preço nos combustíveis
Com crescimento de Flávio Bolsonaro, partido Lula defendia que governo precisava reagir, promover ações e fatos novos


Victoria Abel
Após as pesquisas eleitorais demonstrarem sucessivos crescimentos nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o PT passou a alertar o Palácio do Planalto sobre a necessidade do governo promover novas ações, discursos e fatos para retomada do protagonismo na narrativa eleitoral. A avaliação de integrantes da cúpula do partido é de que o governo estava jogando parado e com isso Flávio Bolsonaro ganhou espaço na disputa pela atenção e preferência do eleitor.
Parte da cobrança foi respondida nesta quinta-feira (12), com o anúncio do governo que zerou a cobrança de PIS/Cofins para o diesel e criou uma subvenção para produtores e importadores de combustíveis. A medida deve garantir ao menos a manutenção dos preços do diesel, além de eventual queda dos valores.
Durante o discurso desta quinta, Lula fez referência direta aos caminhoneiros, parte do eleitorado conhecida pelo alinhamento ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Nós vamos fazer tudo que for possível e quem sabe esperar até a boa vontade dos governadores de estados que podem reduzir um pouco do ICMS sobre os combustíveis para que a gente garanta que isso não chegue ao bolso do povo, ao bolso dos caminhoneiros", afirmou.
Do meio até o fim de 2025, o governo Lula conseguiu reverter parte da rejeição que tinha com a reabertura do diálogo diplomático entre Estado Unidos e Brasil, e o encontro entre Lula e Trump. Também se somaram a isso, a aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o discurso do governo contra a PEC da impunidade, aprovada pela Câmara dos Deputados. A medida pretendia protoger deputados e senadores de ações judiciais.
Aliados de Lula pontuaram que ao longo dos primeiros meses de 2026, nenhuma grande medida ou programa havia sido anunciada, nem mesmo a defesa enfática de pautas de relevância no Congresso Nacional, como o fim da escala 6X1, ou a regulamentação dos trabalhadores por aplicativos.









