Política

PSD vê união de governadores como estratégia para tirar Flávio Bolsonaro do segundo turno

Partido filiou o governador Ronaldo Caiado e busca apresentar uma candidatura de centro para disputar a Presidência da República

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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (ao centro), anunciou sua filiação ao PSD ao lado de Eduardo Leite e Ratinho Jr, outros dois presidenciáveis do partido | Foto: reprodução/redes socias

A filiação do governador Ronaldo Caiado é tratada entre dirigentes do PSD como um movimento fundamental para uma recolocação do partido na disputa eleitoral deste ano.

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De acordo com participantes do encontro desta terça-feira (27) que selou o desembarque de Caiado do União Brasil, a estratégia representa um passo para que o partido lance um candidato capaz de superar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno e vença o presidente Lula em segundo turno - contando, inclusive, com o apoio do voto bolsonarista.

Caiado soma-se aos governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do Paraná, Ratinho Júnior, todos eles filiados ao PSD e bem avaliados em seus estados. Até a primeira semana de abril deve ser definido qual deles será o candidato à Presidência. O nome, conforme mostrou a coluna da Basília Rodrigues, deve ser chancelado por meio de uma comissão da legenda.

Participaram do encontro desta terça, além dos três pré-candidatos, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, o ex-deputado Guilherme Afif e o ex-ministro Jorge Bornhausen. Durante o jantar, foi avaliado que quanto menos candidatos houver e maior for a aglutinação em torno de um único nome, maior será a chance de obter mais votos no campo da centro-direita.

Conforme os cálculos internos do PSD, conta a favor dos governadores o fato de terem menor rejeição do que Flávio Bolsonaro e de ser uma alternativa aos eleitores anti-Lula e anti-Bolsonaro. Eles também miram aqueles que, sem alternativas, hoje votariam em branco ou nulo.

As pesquisas de opinião mostram, por outro lado, haver uma consolidação numérica de Lula e Flávio Bolsonaro como os principais líderes da esquerda e da direita, com pouca margem para o avanço do centro.

Dados da Quaest divulgados no último dia 14, por exemplo, indicam o petista com 35% das intenções de voto, contra 26% de Flávio numa corrida em primeiro turno. Juntos, Ratinho Junior e Caiado somam 13% - Eduardo Leite não foi testado nesta mesma lista.

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