Política

PSD entra na corrida para derrotar Lula, mas mantém filiados comandando ministérios

Kassab diz que Alexandre Silveira (Minas e Energia) e André de Paula (Agricultura) não são indicações do partido e que não irão interferir candidatura de Caiado

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Alexandre Silveira e André de Paula | Fotos: Agência Brasil

O PSD de Gilberto Kassab oficializou o nome de Ronaldo Caiado para tentar desbancar Lula em outubro, mas mantém dois filiados no comando de importantes ministérios do governo petista, Alexandre Silveira (Minas e Energia) e André de Paula (Agricultura).

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Questionados sobre o paradoxo de um partido ter integrado e continuar integrando um governo que abertamente pretende extinguir do cenário de opções políticas do país, nas palavras de Caiado, os dois ministros e o Palácio do Planalto não quiseram se manifestar.

Por meio de assessoria, Kassab afirmou que os ministros não representam indicações formais do partido, mas escolhas pessoais de Lula.

"A participação de lideranças do PSD em ministérios do governo federal acontece por convite do presidente, que recebeu apoio dessas lideranças em 2022. Não são indicações do partido e não irão interferir no projeto nacional do partido de eleger Ronaldo Caiado presidente do Brasil."

A permanência de Alexandre Silveira no partido de Kassab ganha contornos mais curiosos ainda, porque além de nacionalmente o PSD se colocar como oposição direta a Lula, em Minas, estado do ministro, o partido também cerrou fileiras com nomes opostos a Lula.

O partido abrigou o agora governador Mateus Simões (que deixou o Novo), nome que servirá de palanque à candidatura presidencial de Romeu Zema (Novo), caso ela se concretize, ou a Flávio Bolsonaro (PL).

Com isso, o nome de Lula ao governo do estado, Rodrigo Pacheco, foi obrigado a deixar o PSD e deve se filiar na noite desta quarta-feira (1) ao PSB.

O PSD também filiou o senador Carlos Viana (que deixou o Podemos), presidente da recém-finalizada CPMI do INSS e um dos principais opositores à base governista no Congresso.

Viana, por exemplo, comandou a articulação para aprovar a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em uma conturbada e questionável sessão da CPMI.

Ele deve se candidatar à reeleição ao Senado pelo PSD, alinhado a Simões, ou seja, em uma chapa adversária a de Pacheco.

Silveira adquiriu uma proximidade com Lula nos últimos anos e vinha sinalizando a possibilidade de também deixar o PSD e disputar o Senado — o prazo para essa mudança com vistas a eleição de outubro termina neste sábado (4).

Silveira, porém, deve continuar à frente do ministério e, nos bastidores, afirma pretender contribuir com a campanha de Lula, mesmo no PSD.

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